EM EVOLUÇÃO

Grupo azulino destaca que é preciso avaliar a evolução como um todo

POSTADO EM: Segunda-Feira, 05/02/2018, 08:06:55
ATUALIZADO EM: 05/02/2018, 08:06:55

zoom_out_map
Irene Almeida

Há dois meses o Clube do Remo iniciava a preparação para a temporada 2018 nos gramados. Treinamentos, atividades físicas e os primeiros sinais táticos e técnicos, sob a batuta do treinador Ney da Matta, eram introduzidos. Com a reformulação quase que integral do plantel para esse ano, a comissão técnica não poupou esforços para acelerar o entrosamento do grupo, que contou com apenas seis jogadores remanescentes, dos quais, apenas um se manteve no time principal: o goleiro Vinícius. 

Apesar do tempo relativamente curto até aqui, no entanto, é possível fazer uma leitura do planejamento azulino dentro de campo. Alguns pontos favoráveis, como o condicionamento físico; e os contras, como a irregularidade, são algumas das características da agremiação nesse início, mas a promessa é ajustar tudo até a oitava partida.

Inclusive, pode parecer que os pontos negativos são maiores que os positivos, pelas duas derrotas vergonhosas nessa temporada – uma para o Independente, no Campeonato Paraense, e outro para o Manaus, na Copa Verde. Porém, para Ney da Matta, a seriedade e o compromisso, independentemente de resultados, serão alicerces que ajudarão o grupo a se desenvolver no decorrer da caminhada. 

“É obvio que o resultado em campo é o que pesa. Mas é preciso destacar ao longo dessa nossa trajetória o quanto estamos nos doando. Você não escuta problemas de bastidores, de indisciplina e nem de revolta. Na verdade, o que acontece é a busca por crescente, por entrosamento. E o nosso grupo está fechado nisso. Por onde passei essa foi a prioridade e aqui não vai ser diferente, porque estamos focados em vencer”, disse o comandante.

DIFERENCIAL

Para o goleiro Vinícius, o diferencial desse grupo é a vontade. “Estamos em um começo de jornada. É um jogo em cima do outro, por isso infelizmente vamos falhar. Mas isso não vai desmerecer a nossa luta. Temos a convicção de realizar um ano de títulos. Nada vai ser maior que essa vontade, para tirar a gente desse caminho. Foram só dois meses até aqui e mostramos nosso valor. Muita coisa ainda vai melhorar”, promete o camisa 1.

O REMO EM 2 MESES

PRÓS

- Condicionamento físico: o fato de ter começado cedo os preparativos em campo ajudou o Clube do Remo no quesito físico. Dessa maneira, após dois meses de trabalho, a equipe é a que mais apresentou condições físicas adequadas no Parazão, nessa reta inicial de competição. Inclusive, o foco da comissão técnica em preparar os atletas para os campos pesados do Estadual foi determinante em certas partidas do time, sobretudo no clássico Re-Pa.

- Coletividade: diferentemente de outras temporadas, quando Eduardo Ramos assumia praticamente toda a responsabilidade em campo, nesse ano, o Remo conta com um grupo no apoio. E essa definição do time foi construída por Ney da Matta ao longo dos últimos dois meses.

- Comprometimento: nesses dois meses, o plantel apresentou foco com os objetivos da agremiação. Mesmo com derrotas, os profissionais buscam não se desvirtuar do caminho, pregando sempre a continuidade no projeto. 

CONTRAS

- Irregularidade: dentre os fatores negativos apresentados pelo Remo nesses dois meses está a falta de regularidade da equipe entre uma partida e outra. Dessa maneira, a oscilação em campo apontou uma falta de identidade técnica do time, pois, ao mesmo tempo em que apresentou ímpeto de vitória, demonstrou fraqueza nas derrotas. Tal irregularidade foi o que ocasionou os dois tropeços do time, de forma cruel.

- Limitação tática: mesmo com a evolução apresentada a cada partida, conseguindo definir algumas posições, como na defesa e no ataque, contudo, o Remo ainda não conseguiu exibir uma definição tática no time titular. 

- Falta de criação: mesmo com postulantes de qualidade para ser articulador no plantel, os profissionais do setor ainda não desempenharam boas partidas pela equipe. Dessa maneira, todas as jogadas de gols dos azulinos, ou foram de bola parada ou de jogadas pelas laterais.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)



COMENTÁRIOS mode_comment