ATÉ 33

Há 25 anos, nascia o famoso tabu azulino em cima do rival

POSTADO EM: Quarta-Feira, 31/01/2018, 15:49:21
ATUALIZADO EM: 31/01/2018, 15:49:21

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Reprodução / Facebook

Se os bicolores guardam a data de 22 de julho com carinho, em virtude do famoso placar de 7 a 0 sobre o Remo, os azulinos guardam a data de 31 de janeiro para responder a altura ao rival. Nesta quarta-feira (31), completa-se 25 anos da mais longa invencibilidade da história do Re-Pa, onde o Paysandu ficou 33 jogos sem vencer o maior rival.

 

Tudo começou no fim de 1992, quando o time bicolor conquistou o título do Parazão com uma sequência de quatro vitórias por 1 a 0, sendo a última delas com um golaço de Mendonça, do meio de campo.

O primeiro clássico do tabu foi há exatos 25 anos, pelo torneio Pará-Ceará e terminou 0 a 0, em um jogo de poucas chances e poucos torcedores que foram ao estádio Mangueirão.

Naquela altura, o Remo iniciava a era dos 33 jogos com Flávio; Marcelo, Belterra, Gilberto Cametá e Vanderley; Agnaldo, Dema e Serrano (Alex); Edson, Leco e Luciano Viana, sob o comando do treinador Wanderley Carvalho.

Alguns fatos cercam o período de quase cinco anos de invencibilidade azulina.

 

 

 

CONFIRA 10 CURIOSIDADES SOBRE O TABU DE 33 PARTIDAS DO LEÃO

1º - A primeira vitória do Remo ocorreu somente em maio de 93 e dentro da casa do rival. Com o Mangueirão fechado para obras, o Remo venceu por 1 a 0 com gol de Alberto.

2º - No segundo jogo do tabu, o resultado consta como vitória do Remo por 1 a 0, mas ele não chegou ao seu final. O Paysandu vencia por 1 a 0, quando o árbitro marcou uma penalidade para o Leão e em protesto, os bicolores saíram do gramado do Mangueirão. Com gol vazio, Vanderley empatou o jogo.

3º - O Paysandu não deixou o campo apenas uma vez na história do tabu. Em 96, o jogo estava empatado em 1 a 1 quando uma pancadaria tomou conta dos jogadores. Em protesto contra a arbitragem de Milson Abronhero, os bicolores não voltaram para o segundo tempo.

4º - O Remo poderia ter saído de campo. O fato ocorreu em 94, pelo Campeonato Paraense e o Remo vencia por 2 a 1, porém o árbitro Olivaldo da Silva Morais marcou uma penalidade para os bicolores. Após muita pressão dos dirigentes, os azulinos voltaram para o gramado e viram o então jogador Kell chutar na trave e desperdiçar a penalidade.

5º - Em 95, os dois se enfrentaram apenas quatro vezes e em duas partidas, o clássico foi disputado em Curuzu e Baenão. No segundo jogo, o baixinho Agnaldo marcou o gol da vitória azulina, em um desafio para os clubes as vésperas do ínicio do Campeonato Brasileiro.

6º - O auge do tabu foi em 96. Em um baile comandado por Ageu Sabiá, o Remo venceu por 4 a 0, com três do atacante e partia rumo ao tetracampeonato. O então garoto Rogério marcou o quarto da goleada.

7º - Pela Série B de 96, o Paysandu poderia ter quebrado o tabu. Saiu na frente nos dois jogos, porém o final foi diferente: no primeiro perdeu por 3 a 2 e no segundo, quando parecia que enfim venceria o rival, veio o empate com gol contra do então zagueiro Marcelo Soares.

8º - A decisão do Parazão 93 foi realizado no estádio da Curuzu e quando o Remo vencia o jogo, o alambrado do estádio caiu e com a queda de energia, a partida foi anulada. Restou reabrir o Mangueirão somente com as gerais para a decisão, em 4 de agosto e o Leão venceu por 1 a 0, conquistando o título do Parazão.

9º - Edil, atacante consagrado do Paysandu que era chamado de “Carrasco”, teve sua tarde de terror para a Fiel. O jogador marcou dois no penúltimo Re-Pa do tabu, pelo Parazão 97.

10º - Sem treinador e de cabeça baixa com a perda do título da Copa Norte, Agnaldo e Belterra comandaram o Remo no último jogo do tabu. Até os 30 do segundo tempo, o Paysandu estava vencendo por 1 a 0 e veio a idéia de quatro jogadores de ataque: a mexida deu certo e o Remo venceu por 3 a 1, com gols de Agnaldo, Zé Raimundo e Edil.

 

(DOL)



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