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(Foto: Fernando Torres/Paysandu)

RE-PA deve ser marcado por estratégias

Domingo, 12/02/2017, 09:07:06 - Atualizado em 12/02/2017, 09:21:04

Uma disputa que precisa de muita concentração, foco e movimentos friamente calculados para que tudo saia da forma pensada e o adversário seja derrotado. Poderia ser uma partida de xadrez, mas todos esses fatores são importantes para o clássico Re-Pa de hoje, às 16h, no Mangueirão, já que todos querem dar o xeque-mate e sair com a vitória. Do lado azulino, Josué Teixeira colocará suas peças no tabuleiro para levar os três pontos para o Baenão. Pelo Papão, Marcelo Chamusca vai armar a melhor estratégia para surpreender os remistas.

Durante toda a semana, os treinadores trabalharam no mistério, sempre com treinos fechados para ensaiar os melhores passos a serem dados para a partida deste domingo. Como no xadrez, cada jogada deve ser executada com precisão já que os erros, no campo e no tabuleiro costumam ser imperdoáveis, principalmente com dois estreantes clássicos. Josué Teixeira e Marcelo Chamusca, apesar de terem uma boa rodagem e muita experiência no mundo do futebol, vão para o seu primeiro Re-Pa e sabem que uma derrota nesta partida costuma custar muito caro para o lado perdedor.

Serão 11 peças de cada lado, e algumas, tanto azulinas quanto bicolores, podem surpreender e fazer com que sua equipe saia de campo aplaudida por uma torcida extasiada. Basta que saibam os atalhos do tabuleiro para chegar até o gol adversário.

Nesse momento, aliás, é que se dará a maior diferença do futebol para o xadrez. Com duas torcidas apaixonadas, que lotarão o Mangueirão na tarde de hoje, não haverá um segundo sequer de silêncio no estádio. Por isso, é bom os treinadores estarem com a estratégia muito bem traçada e os jogadores na ponta dos cascos, porque as torcidas estarão apoiando e, principalmente, cobrando um bom resultado e um belo xeque-mate diante do maior rival.

ENTENDENDO O JOGO

 - PEÕES

As peças de defesa e que costumam se sacrificar, como os zagueiros Gilvan, no Papão, e Henrique, no Leão.

- TORRES

Posicionadas nas laterais do tabuleiro, se movem na horizontal e na vertical, como os laterais dos times. Destaque para Ayrton do lado bicolor, que até golaço já fez neste Parazão, e o remista Léo Rosa, que trama boas jogadas por aquele setor.

- CAVALOS

Trabalham em ‘L’ e têm uma função importante no ataque e na defesa, assim como os volantes. Wesley, um dos principais reforços do Paysandu para 2017, e Marquinhos, que teve sua ausência sentida no último jogo e volta ao Remo hoje, aparecem como representantes dignos da função.

- BISPOS

Mobilidade nas diagonais e importantes para articular jogadas, como os meias Daniel Sobralense, do Papão, e Flamel, do Leão. Dos pés deles podem sair as jogadas que definirão o clássico.

- RAINHAS

Peças com muita mobilidade e poder de decisão. Sobre Bergson, do lado bicolor, e Edgar, do lado azulino, recai essa responsabilidade.

- REIS

Os treinadores são as vítimas usuais deste que é o clássico mais disputado do mundo. Portanto, que Marcelo Chamusca e Josué Teixeira armem bem seus times para que não sofram o temido xeque-mate.

(Café Pinheiro/ Diário do Pará)

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