É DA FIEL

Paysandu leva para a sala de troféus o segundo título da Copa Verde

POSTADO EM: Quinta-Feira, 17/05/2018, 07:02:18
ATUALIZADO EM: 17/05/2018, 08:28:55

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Wagner Santana

Enquanto aguarda pela Copa da Rússia, cujo início acontece no próximo mês, o torcedor do Paysandu já tem ao menos uma Copa, a Verde, pra chamar de sua. E pela segunda vez na história. O Papão, que podia perder por diferença de até um gol, ratificou, ontem à noite, no Mangueirão, o seu favoritismo, ao empatar com o Atlético-ES, por 1 a 1, repetindo o grito que soltou em 2016 de campeão do torneio.  O título foi uma retribuição à Fiel, que lotou o estádio, numa grande festa em azul e branco.

Com os ingressos da final esgotados em apenas 72 horas, muitos torcedores tiveram de assistir a decisão pela televisão ou sintonizar a Rádio Clube do Pará, única emissora local a acompanhar in loco todos os jogos do Papão na competição. Alguns torcedores que não conseguiram ingressos no posto oficial acabaram caindo nas mãos dos cambistas que, como de costume, superfaturaram os preços dos bilhetes – chegaram a ser vendidos nas imediações do estádio por até R$ 100 (arquibancada) e R$ 150 (cadeira).

Carmona, do banco à glória!

Do banco para a glória. E tudo isso em curtíssimo tempo. Este foi o roteiro seguido, ontem, pelo meia Pedro Carmona. O jogador assistiu a todo o primeiro tempo e parte do segundo do banco de reservas. Mas, aos 19 minutos ele substituiu o atacante Moisés e, 8 minutos depois, balançou a rede do Galo, ratificando o título da Copa Verde para o Papão. Na saída de campo, cercado pelos companheiros e assediado pelos repórteres, Carmona falou sobre o gol e a conquista do segundo título do torneio pela equipe alviceleste de forma invicta.

“O meu sentimento foi de que tinha mesmo de chutar. Graças a Deus fui feliz e pude acertar o gol. Estou muito feliz por ter conseguido ajudar o nosso time e a dar alegria a esse torcedor que, mais do que ninguém, merece esse título”, comentou Carmona. Ele ressaltou as dificuldades que teve de enfrentar, ficando de fora de alguns jogos do time por conta de lesões. “A contusão me atrapalhou um pouco. Há três anos que eu não sofria uma contusão. Quando voltei, voltei sentindo um pouco de dores, que ainda persistem até hoje”, disse.

O meio campista ressaltou que chegou ao Mangueirão sem ter a certeza de que estava bem para o jogo decisivo. Mas, conforme revelou, na fase de preparação para a partida já conseguiu se sentir bem e com a esperança de fazer um bom jogo, caso viesse a entrar em campo, como acabou se concretizando. “Depois daquele jogo contra a Ponte (Preta-SP, pela Série B) tive de segurar um pouco”, revelou.

O atleta era o mais festejado pelos companheiros, membros da comissão técnica e dirigentes.

ATUAÇÕES DO PAPÃO – ATLETA/NOTA

- Renan Rocha - Não teve como evitar o gol do adversário. 6,5.

- Perema - A única grande falha que teve permitiu o gol do visitante. 7.

- Diego Ivo - A mesma raça de sempre. Chegou a ir ao ataque. 7.

-  Edimar - Do trio de zagueiros foi quem menos apareceu em campo. 4.

- Matheus Silva - Jogou o feijão com arroz, sem comprometer. 7.

- Renato Augusto - Combateu com eficiência os meias visitantes. 6,5.

- Nando Carandina - Voltou a jogar o futebol aguerrido. 8,5.

- Victor Lindenberg - Aos poucos foi caindo de produção. 5,5.

- Mike - Foi o nome do ataque bicolor, mas não levou muita sorte nas finalizações que protagonizou. 8.

- Cassiano - Apesar do esforço, o artilheiro, muito bem marcado, não conseguiu receber uma só bola. 6,5.

- Moisés - Atuação bastante discreta. Foi substituído. 4,5.

- Mateus Muller – Substituindo Lindenberg, conseguiu dar mais segurança ao setor. 7.

-  Maicon Silva - Substituiu Matheus Silva e manteve o lado direito de defesa do time bem guarnecido. 7.

- Pedro Carmona - Entrou no segundo tempo. Premiado com o gol de empate que ratificou o título. 9.

- Técnico Dado Cavalcanti – Certeiro na troca de Moisés por Carmona, autor do gol do título. 8.

(Nildo Lima/Diário do Pará)



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