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MÚSICA

Lendas africanas, orixás e jazz se unem em clipe do Alabê Ketujazz

Quem é leitor do site, já ouviu falar do Alabê Ketujazz. Para quem não conhece, eles são um projeto sensacional e diferente de tudo que existe dentro da música brasileira, não só no campo do jazz ou do instrumental. Eles unem a percussão do candomblé da n

Quem é leitor do site, já ouviu falar do Alabê Ketujazz. Para quem não conhece, eles são um projeto sensacional e diferente de tudo que existe dentro da música brasileira, não só no campo do jazz ou do instrumental. Eles unem a percussão do candomblé da nação Ketu com a liberdade estilística do jazz.

As músicas foram criadas a partir dos rituais e o quinteto foi fundado pelo percussionista francês radicado no Brasil, Antoine Olivier, e pelo saxofonista e compositor brasileiro Glaucus Linx, que já trabalhou com Carlinhos BrownElza SoaresIsaac HayesSalif Keita e muitos outros.

Isso seria interessante o suficiente para ficar intrigado, e eles lançam — com exclusividade no TMDQA — um vídeo para a faixa “Aguéré – A caça de Odé”, criado e dirigido pela cineasta e animadora Barbara Coimbra em uma animação de luz e sombras inspiradas nas artes naif e africana, que guia o público pelas mitologias dos ritos sagrados.

A música, que conta com participação especial do saxofonista barítono Henrique Band, está no disco de estreia do projeto. O álbum, produzido por Olivier e Linx, mantém os sons mais próximos dos toques sagrados em técnicas de gravação inventadas pelo músico francês. A faixa que ganhou o clipe já tinha uma narrativa inteira antes mesmo de ter sua reprodução visual. Quem explica é o idealizador do projeto, Antoine Olivier:

Na abertura, o caçador invoca os orixás para obter força e sorte, evoluindo a melodia à medida em que penetra na floresta. Ele encontra um bicho mas repara que é fêmea com filhote. e resolve não caçar. Isso representa que Odé, o Orixá da caça, nos aproxima da natureza da qual nós fazemos parte e que a caça tem que ser consciente e sustentável. Depois surge um velho Javali que ele caça. Nesse momento, o saxofone assume o papel do animal, enquanto o Rum (o tambor principal) assume o papel do caçador desferindo suas flechas, a cada batida aguda. O animal, atingido, cai e dá seu último suspiro. Na hora da morte do Javali, o caçador reza de novo agradecendo a natureza e o próprio animal para sua vida que irá sustentar a aldeia, participando no ciclo da vida.

Confira o clipe e ouça o disco abaixo:

Fonte: TMDQA!

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