POLÊMICA!

Diretora da Vogue Brasil gera desconforto ao vestir modelos negras como escravas

POSTADO EM: Sábado, 09/02/2019, 15:04:13
ATUALIZADO EM: 11/02/2019, 10:32:45

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Reprodução/Instagram

A diretora da Vogue Brasil, Donata Meirelles comemorou seu aniversário de 50 anos com uma festa que gerou muita polêmica na noite desta sexta-feira, no Palácio da Aclamação, em Salvador, Bahia. 

A festança contou com presença de vários famosos e um show de Caetano Veloso, o evento tinha como tema a "escravidão" e em uma parte do local tinha até um "trono de sinhá" exclusivo para os convidados tirassem fotos ao lado de mulheres vestidas de escravas. porém a temática não agradou e logo nas redes sociais, os internautas acusam a empresária de racismo. 

"A branquitude ama vivenciar o ranço da escravidão, porque afinal de contas eles gostariam que não tivesse acabado mas, será que acabou? Vivemos na tal escravidão moderna, onde nossas dores viram fantasias, decoração de festas pra beneficiar o mal gosto das sinhás e sinhores", escreveu nas redes sociais a cantora Joyce Fernandes, conhecida como Preta Rara.

"Mulher, que tema de festa absurdo, Tão inteligente e descolada fazer uma imundície dessa? Fim de carreira total", comentou outra. Até o momento a empresária não se pronunciou sobre as acusações de racismo.

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Após a repercussão, a diretora publicou no instagram um pedido de desculpa. "Ontem comemorei meus 50 anos em Salvador, cidade de meu marido e que tanto amo. Não era uma festa temática. Como era sexta-feira e a festa foi na Bahia, muitos convidados e o receptivo estavam de branco, como reza a tradição. Mas vale também esclarecer: nas fotos publicadas, a cadeira não era uma cadeira de Sinhá, e sim de candomblé, e as roupas não eram de mucama, mas trajes de baiana de festa. Ainda assim, se causamos uma impressão diferente dessa, peço desculpas. Respeito a Bahia, sua cultura e suas tradições, assim como as baianas, que são Patrimônio Imaterial desta terra que também considero minha e que recebem com tanto carinho os visitantes no aeroporto, nas ruas e nas festas. Mas, como dizia Juscelino, com erro não há compromisso e, como diz o samba, perdão foi feito para pedir", escreveu. 

(Com informações do site Meia Hora)



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