LITERATURA

Bianca Levy lança 'Aquífera' com poesias e outros textos

POSTADO EM: Sexta-Feira, 05/10/2018, 16:25:03
ATUALIZADO EM: 06/10/2018, 10:43:55

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Beatriz Mafra

No próximo sábado (06), a jornalista paraense Bianca Levy lança seu primeiro livro, “Aquífera”, que reúne textos que começaram a ser colocados no papel no início de 2014, quando a autora voltou à Belém, após um um breve período em São Paulo. A obra, que tem o selo da editora Escaleras, conta com ilustrações de Elisa Arruda, prefácio do professor e poeta João de Jesus Paes Loureiro, de Abílio Dantas e Raphíssima, com orelha da também jornalista e escritora Gabriela Sobral e fotos do Rodrigo José e da Beatriz Mafra. 

O deslocamento geográfico, cultural e sentimental para a região Sudeste foi um marco na produção literária de Bianca, que passou a se voltar para sentimentos e paisagens do Norte. “Foi um salto estético e conceitual da minha escrita, que eu batizei de ‘escrita fluxo’. Quando estava fora, senti uma falta enorme do rio, da bréa, dos afetos do Pará. Andava, andava, andava e só via prédio. Me sentia seca. Quando voltei só pra passar o Natal, acabei ficando de vez e me envolvendo com pessoas e movimentos culturais que tavam rolando na cidade”, comenta sobre o início. 

Dentre as memórias estão as noites de festa e resistência no Bar do 8, a Feira Libertária na Praça do Carmo e o encontro com outros organizadores de movimentos culturais e sociais, que a levaram ao entendimento da necessidade do retorno. “Houve um entendimento do pertencimento. Tudo isso deu vazão a uma escrita cheia de pressa, intensidade e experiências individuais, sociais, coletivas, vividas na cidade”, declara. Em “Aquífera”, essa intensidade se revela em forma de textos não homogêneos, que abrangem desde pequenos contos e poesias visuais, passando por textos quase autobiográficos. 

“Essa produção foi se alinhavando até 2016, em um período realmente bem intenso da minha vida, com essa volta, esses reencontros, a chegada do meu filho, Javier. Acho que a obra é um conjunto de escritos, prosas poéticas e poemas, que juntos adquirem unidade e narram de forma linear- ou não, questões político-sociais, casos amorosos, a chegada da maternidade. É legal entender o fluxo que a própria escrita toma diante desse manancial de vida, como ela se derrama, como ela se contém, seguindo o fluxo do devir”, explica a autora. 

Depois de dois anos da escritura dos textos, o livro precisou ficar mais dois anos maturando. De acordo com Bianca Levy, em grande parte pela falta de incentivo financeiro e também por uma ponta de insegurança que pairava em sua cabeça de escritora iniciantes no mercado editorial.  Até que um dia teve coragem de entregar os escritos nas mãos do poeta Paes Loureiro, que era seu professor e hoje um grande amigo. Semanas depois, numa noite qualquer, ele retornou à autora com um telefonema, dizendo que tinha gostado da obra e que estava muito surpreso com o que tinha lido.

“Ele completou dizendo que se eu lançasse o livro ele gostaria de fazer o prefácio. Eu quase caio da cadeira e me entalo com a água que eu tava tomando! Pra mim, só o reconhecimento de um poeta do quilate dele já era suficiente. Mas a força que ele me deu, me instigou pra ir atrás. Mandei os escritos para a seleção de algumas editoras de fora do estado, e em dois meses eu recebi o retorno da Editora Escaleras, de João Pessoa, especializada livros de escritoras mulheres e trans”, confessa Bianca.

Serviço

Dia: Sábado (6)

Hora: a partir das 16h

Local: Colab- Espaço autoral

Entrada Gratuita.

Valor do livro: R$40

(Com informações da assessoria)



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