TRABALHO

Consultora em moda explica como profissões devem influenciar na hora do vestir

POSTADO EM: Sábado, 02/06/2018, 09:23:18
ATUALIZADO EM: 02/06/2018, 09:23:18

O vestir já esteve em lei, lá na Idade Média, precavendo que os “comuns” não tentassem usar as mesmas roupas que a realeza. Hoje, os códigos de vestimenta são velados, e não é que você deva abrir mão da liberdade de escolha e de um toque pessoal no que vai vestir, mas conhecer os códigos pode ser uma forma de fazer do visual seu aliado no sucesso - “especialmente no sucesso profissional”, destaca a consultora em moda Lorena Chady.

Além dos códigos ligados a cada profissão – um exemplo bem simples é o branco usado por médicos, enfermeiras e outros profissionais da área da saúde – também deve-se levar em consideração o próprio ambiente de trabalho. “Julgamos alguém que acabamos de ver em sete segundos. É claro que isso é péssimo, mas é a realidade. Então, saber usar isso para causar uma boa primeira impressão é importante. E hoje há um supermercado de opções em relação a isso”, afirma Lorena.

Patrícia Poeta usava looks sóbrios na bancada do “Jornal Nacional” e hoje abusa dos despojados no “É de Casa” (Fotos: Divulgação)

Diga-me o que vestes que te direi quem és

Éclaro que acertar o ponto entre estar vestido de forma adequada à sua profissão e manter a sua essência não é fácil, mas é possível aprender. “Envolve um pouco de autoconhecimento. Você precisa abrir o armário e realmente pensar sobre o que você tem vestido. A gente ainda compra roupas de forma muito impulsiva”, alerta a consultora Lorena Chady.

Ao reabrir o guarda-roupa, também é importante repensar o uso das peças. Acredita-se que leva em média três anos para que você enjooe de uma peça, mas isso não quer dizer que depois de um tempo você não possa voltar a usá-la fazendo novas combinações. A consultora ensina ainda a investir em peças-chaves de qualidade, como um terninho, uma bolsa ou colar. “A roupa é o seu cartão de visita, então por que não investir mais na roupa de trabalho? Em muitas profissões, inclusive, você é diretamente a imagem da empresa junto aos clientes. O seu chefe espera que você passe a imagem que ele projeta para a marca”, orienta.

E em todas as profissões e ambientes de trabalho, incluindo os mais formais, é possível imprimir sua identidade. “Você pode ser uma grande empresária sexy? Sim, só o que não cabe em nenhuma profissão é o vulgar”, destaca. Ela dá como exemplo o figurino de dois papeis da atriz Juliana Paes em novelas e como eles impactaram na imagem da atriz: como a sexy Bibi Perigosa, de “A Força do Querer”, e como Carolina, a empresária sexy de “Totalmente Demais”. E há ainda casos reais, como o da jornalista Patrícia Poeta, que precisou rever seu visual ao sair do “Jornal Nacional” de forma a não destoar dos colegas no “É de Casa”.

Ela destaca que algumas profissões, como médicos, que usam um jaleco por cima de tudo, ou trabalhos onde há uniforme, é preciso ser ainda mais atento aos detalhes, como manter um cabelo bem feito, unhas, investir em acessórios adequados ao ambiente de trabalho e uma maquiagem bem feita. “Quando todo mundo veste o mesmo, as pessoas reparam mais nesses detalhes. Assim, eles podem fazer toda diferença”, alerta. 

Juliana Paes exibe duas formas de ser sexy: com a elegância da empresária Carolina, de “Totalmente Demais”, e com a vulgaridade de Bibi Perigosa, de “A Força do Querer” (Fotos: Divulgação)

Para cada profissão, um código de vestimenta

Bacharel em Moda e com pelo menos uma década de experiência no varejo de moda, a consultora Lorena Chady dá algumas indicações acerca de cada ambiente de trabalho:


MUITO FORMAL

Profissões como diplomatas e diretores em grandes cooperações exigem um visual que transmita seriedade, sobriedade e credibilidade. “Mesmo o muito formal, que exige um terno bem talhado, sapato social, também pode trazer sua essência em um lenço ou uma padronagem diferente em uma peça”, destaca a consultora.

FORMAL

Em profissões como advocacia, gerência de empresas, ambientes de trabalho como escritórios e consultórios, há a mesma necessidade de projetar uma imagem de seriedade e credibilidade do ambientes muito formais, mas também de receptividade, já que o profissional vai atender mais abertamente a pessoas. “Um homem com gravata, sem gravata, com uma gravata de risca para uma psicodélica já faz uma grande diferença. Então até esse detalhes podem ser pensados de forma a transmitir a imagem adequada”, lembra Lorena.

INFORMAL

O mais difícil de todos, o informal está ligado a profissões como bancários, publicitários, professores. “É importante lembrar que informal não é o mesmo que casual. A roupa casual fica para o final de semana, ela não cabe em nenhuma profissão”, orienta. Neste caso, a terceira peça é fundamental para dar a credibilidade. “Em Belém é quente? Leva o terninho na bolsa”, ensina. Também pode-se investir em acessórios que tragam identidade ao look. “Tem arquitetas que usam colar ou brincos que exploram formatos geométricos”, exemplifica.

SUPERINFORMAL

Com a atual revolução tecnológica, também surgiram novas profissões e alguns ambientes de trabalho precisaram reformular sua imagem para ter sucesso no mercado. É o caso do surgimento de starups, agências de publicidade com pegada mais “descolada” ou ainda profissões que sempre foram mais informais como artistas de diferentes segmentos. Nesses casos a liberdade ao vestir sem dúvida é bem maior.

Lorena Chady, consultora em Moda (Foto: Fernando Diniz)

(Lais Azevedo/Diário do Pará)



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