CULTURA

Olympia exibe festival de cinema europeu no mês de maio; veja programação

POSTADO EM: Quinta-Feira, 03/05/2018, 11:30:32
ATUALIZADO EM: 03/05/2018, 11:30:32

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Divulgação

O Cine Olympia apresenta uma programação variada no mês de maio, com festival de cinema europeu, projetos “Cinema e Música” e “Curta Olympia” e uma atividade especial em comemoração aos 106 anos do cinema mais antigo do Brasil em funcionamento.

As exibições ocorrem de terça-feira a domingo. Durante a semana os filmes são exibidos a partir das 18h30, e aos sábados e domingos a partir das 17h30.

O primeiro do mês é o longa Francês “O Grande Jogo”, de Nicolas Pariser, que será exibido de 2 a 3 e de 5 a 9 de maio. O filme conta a história de Pierre Blum, um escritor de 40 anos que teve seu auge no início dos anos 2000. Após conhecer um homem misterioso, Joseph Paskin, Pierre encara uma estranha jornada que o faz mergulhar num passado que preferiria esquecer, colocando assim sua vida em risco.

Encontro Audiovisual

Na sexta-feira (4) acontece o Encontro de Audiovisual, às 18h, com o tema “A produção critica e fílmica do cinema paraense”. O encontro terá debates sobre a produção de filmes paraenses. A participação é gratuita e haverá entrega de certificados.

No mesmo dia, às 18h30, será realizado o projeto “Cinema e Música”, que exibe filmes mudos com acompanhamento musical do pianista Paulo José Campos de Melo, apresentará o longa “Pão Nosso de Cada Dia”, de 1930. O filme conta a história de Lem, filho de um casal de fazendeiros que passou sua vida às voltas com as colheitas de trigo. Em uma ocasião, viaja para Chicago a fim de vender a produção da família e encanta-se por Kate, garçonete de um grande restaurante. O projeto tem a parceria da Fundação Carlos Gomes.

Em maio a programação conta com outro projeto, o “Curta Olympia”, que exibe curtas-metragens locais e nacionais. “Ventre” conta a trajetória de uma mulher solitária que foi desamparada pelo parceiro e que vive o dilema de interromper ou não a uma gravidez. A exibição será entre os dias 17 e 20, com a sessão se iniciando às 18h.

De 10 a 17 de maio será exibido o filme “Eles não usam Black Tie”. Ganhador do Leão de Prata no festival de Veneza, o longa dirigido por Leon Hizeszman conta a vida do jovem operário Tião, que por causa do casamento fura a greve de um movimento da categoria metalúrgica, entrando em conflito com o pai, Otávio, um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar. Durante a semana o horário de exibição será às 18h30, e no final de semana às 17h30.

De 17 a 25 de maio será exibido o filme “O Décimo Homem”. Dirigido por Daniel Burmam, o longa conta a ascensão de Ariel, um rapaz que se tornou um bem-sucedido economista de Nova York, depois de se mudar da Argentina, onde vivia com seu pai, famoso em seu antigo bairro por gerenciar uma organização de caridade. Quando sua família o convida para retornar ao lar para uma festividade, ele irá se surpreender com as diferenças entre sua nova vida e as antigas tradições dos seus parentes.

No dia 22, às 18h, será exibido o documentário “Diz aí”, da série “Diz aí, afro, indígena e racismo institucional".

De 26 de maio a 1 de junho, o Olympia exibe o “Festival de Cinema Europeu”. Serão duas sessões por dia, com inicio às 15h30 e às 17h30. No primeiro dia de programação será exibido o drama espanhol “23-F. O Filme”, que retrata o fracassado golpe de estado de 23 de fevereiro de 1981, que começou com a tomada do Congresso dos Deputados e terminou com a libertação dos parlamentares, colocando a democracia espanhola em grande risco.

Também no dia 26 será a vez do longa germânico “Se Não Nós, Quem?”. Dirigido por Andres Veiel, o filme fala da atmosfera da Alemanha Oriental, do início dos anos 60. No meio dessa atmosfera, Bernward Vesper conhece e se apaixona pela colega de universidade Gudrun Ensslin. Filhos de pais com papeis importantes no governo Hitler, o casal, ativista político, abre uma pequena editora, causando polêmica logo no primeiro trabalho. Contrários ao conformismo da sociedade alemã, os jovens unem forças com escritores e demais ativistas, fazendo parte do movimento que tomou proporções globais. O drama alemão foi indicado para o Urso de Ouro no 61º Festival Internacional de Berlim.

No dia 27, o longa italiano “A Máfia Mata Só no Verão” será a primeira exibição do dia. O filme, ambientado na Sicília contemporânea, conta o lado tragicômico da vida de Arturo, que desde jovem cruza o caminho da máfia. A partir da vida pessoal do protagonista, o filme visa mostrar a organização criminosa não apenas como uma entidade marginal da sociedade do sul da Itália, mas como um organismo que se infiltra em todos os aspectos da vida dos habitantes desta região e na cultura coletiva.

Na sessão das 17h30, a segunda o dia, será a vez do drama húngaro ”Sangue na Águas”, de Krisztina Goda. “Sangue nas Águas” celebra a Revolução Húngara de 1956, que se passa em Budapeste e nos Jogos Olímpicos de Melbourne em outubro e novembro deste ano. Enquanto tanques soviéticos arrasavam o país, a equipe húngara de polo aquático vencia os soviéticos na disputa mais violenta da história do esporte aquático.

O documentário sueco “Palme”, no dia 29, trata da vida do o primeiro ministro da Suécia, Olof Palme, que foi baleado nas ruas de Estocolmo, mudando assim a história do país. O horário de exibição será às 16h30. Na sessão das 18h30, será a vez da comédia “Vox Populi”, o longa holandês retrata a vida do político veterano Jos Fransen, que enfrenta uma crise de meia-idade. Ele é o líder do partido de esquerda Rood-Groen, mas ultimamente o partido não está indo bem nas pesquisas.

Já no dia 30, às 16h30, será exibido o drama “O Bacherer IV – Primavera De Praga”, filme austríaco e dirigido por Franz Antel. O açougueiro Karl Bockerer, de Viena, é convidado pelo filho adotivo à cidade de Praga, na ex-República Tchecoslováquia. O plano do filho de abrir uma filial do açougue e a “Primavera de Praga” na época do comunismo causam muitos problemas e confusões para a família Bockerer. Quando as tropas Soviéticas tomam posse do país, a família Bockerer quer voltar com urgência para Viena, mas primeiro eles têm que tirar o filho da prisão. Às 18h30, é a vez do filme português “Zeus”. O filme conta a história real de Manuel Teixeira Gomes, um escritor de literatura erótica que é eleito presidente da República e após um certo tempo renuncia, indo viver como nômade.

O drama dinamarquês “O Atirador”, dirigido por Annete k. Olesen, é um filme de viés político no qual Copenhague se encontra sitiada por um atirador inteligente e determinado. No drama, o novo governo dinamarquês, contrariamente às suas promessas eleitorais, anuncia extração de petróleo na Groenlândia. Isso gera uma violenta reação pública frente aos novos planos que prejudicam o meio-ambiente. O pesadelo da democracia se transforma em uma realidade assustadora e agora um atirador está em liberdade nas ruas de Copenhague. A exibição será no dia 31, às 16h30.

Na outra sessão do dia 31, às 18h30, será a vez do longa cipriota “A História da Linha Verde”. O filme retrata a história na Linha Verde de Nicósia, no Chipre, onde um muro de barricadas e arame farpado divide uma cidade e o país. Após a guerra, vizinhos que viviam em harmonia se tornaram inimigos.

Fechando o festival de filmes europeus, no dia 1 de junho será a vez do documentário francês  “A Universidade Perdida, Vincennes”. O documentário homenageia a universidade que foi criada no outono de 1968 e que chegou a atrair os melhores professores do país. Mas instituição foi destruída em 1980. A sessão se inicia às 18h30.

(DOL)



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