CULTURA

Em SC, moradores criaram um dialeto para ganhar mais dinheiro com turistas

POSTADO EM: Quarta-Feira, 14/02/2018, 17:00:03
ATUALIZADO EM: 14/02/2018, 17:00:03

zoom_out_map
(Foto: Flickr/henry…)

 (Foto: Flickr/henry…)

 

Em 1958, a cidade de Herval d’Oeste, no centro do estado de Santa Catarina, recebia viajantes que estavam de passagem — era parada obrigatória no trajeto entre o Rio Grande do Sul e São Paulo. 

Carregar as malas dos recém-chegados era uma boa maneira de ganhar um dinheiro extra. Só que os adolescentes daquela época queriam cobrar a mais pelo trabalho sem deixar seus clientes e concorrentes saberem. Assim, criaram uma nova língua: a larfiagem (“conversa”, no dialeto local).

Leia também:
+ Aplicativo brasileiro ensina língua africana para crianças
+ Dicas para aprender o básico de Libras, a língua brasileira de sinais

Na base da criatividade, os moleques começaram a mudar uma letra ou outra, acrescentar uma consoante, tirar uma vogal... até que nenhum forasteiro pudesse mais entendê-los. A palavra dois virou “zordio”, enquanto cerveja mudou para “breceja”.

Aos poucos, a moda contaminou a cidade toda — e a larfiagem se tornou um idioma local. Ainda hoje, a língua, cheia de mudanças, é usada por adolescentes na tentativa de passar para trás professores ou quem não a domina. Virou até história de cinema: em junho deste ano, Gabi Bresola eternizou a história no documentário Larfiagem.

Assista ao trailer aqui

Curte o conteúdo da GALILEU? Tem mais de onde ele veio: baixe o app da Globo Mais para ver reportagens exclusivas e ficar por dentro de todas as publicações da Editora Globo. Você também pode assinar a revista, por R$ 4,90 e baixar o app da GALILEU.

Fonte: Revista Galileu



COMENTÁRIOS mode_comment