MESTRA

Celeste Proença é enterrada em Belém

POSTADO EM: Terça-Feira, 13/02/2018, 21:26:31
ATUALIZADO EM: 13/02/2018, 21:26:31

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Reprodução/Acervo Pessoal

Professora de várias gerações, compositora, poeta e jornalista, a paraense Celeste Camarão Proença foi enterrada na manhã desta terça-feira (13), no Cemitério Santa Isabel, em Belém.

Ela faleceu na tarde de ontem, na capital paraense. A família não informou a razão da morte, apenas que ela estava adoentada e, quase aos 96 anos, passou por dificuldades em sua recuperação.

Nascida em Muaná, no Marajó, Celeste iniciou sua vida literária criando histórias e peças infantis para os alunos dos colégios Nazaré e Gentil Bittencourt. É autora, entre outros, de “Louvações ao Mosqueiro e Outros Escritos” e “É Tempo de Saudade”, seu último livro lançado, por incentivo dos filhos.

Ela é mãe e primeira incentivadora do quinteto formado pelo escritor Edyr Augusto, o radialista Edgar Augusto, o empresário Janjo Proença, a jornalista Ana Carolina Proença e Celina Proença, renomados personagens da cultura no Pará.

Colunista do TDB, Edyr Augusto escreveu em alguns momentos sobre a mãe. Quando esta completou 93 anos, a destacou como uma mulher “dona de sua vida, com um humor maravilhoso e toda uma sabedoria”. Contou ainda um pouco de seu lado materno: “Tivemos uma infância de sonhos, alimentada por coleções de livros que ela comprava e um sem número de brincadeiras, histórias, paródias, que nos enriqueceram para sempre. Sua mente loucamente maravilhosa fazia de cada detalhe algo muito importante”.

Por seus escritos, ela fez parte, entre outras, da Academia Castro Alves de Letras (BA), da Casa do Poeta (RJ), União Brasileira de Escritores (SP) e da União Brasileira de Trovadores. Mas, sua mente inventiva e o bom humor, também a levaram por caminhos além da literatura. Na juventude, entrou como cantora no conjunto Bando da Estrela, criado pelo marido, Edyr Proença, inspirado no Bando da Lua, que acompanhava Carmem Miranda. Mais à frente, teve suas próprias composições, dentre elas, “Amor Perfeito”, em parceria com o marido, e “Pororoca”, com Waldemar Henrique.

Nas redes sociais, alguns dos que tiveram a oportunidade de aprender com Celeste também prestaram sua homenagem a ela. “Recebam meu abraço solidário. Tua mãe ajudou a transformar a vida de muitos jovens, como eu, através da literatura e da boa escrita. Sou eternamente grato a ela”, escreveu o fotógrafo paraense Rogério Assis. Entre os familiares, a neta Natália Proença afirmou que Celeste foi uma avó “sempre foi muito próxima”, que ajudou em sua criação, e que o momento era difícil para toda a família.

(Com informações do Diário do Pará)



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