ARTE

Dia do Fotógrafo homenageia aqueles que enxergam os fatos de um jeito diferente

POSTADO EM: Segunda-Feira, 08/01/2018, 08:47:09
ATUALIZADO EM: 08/01/2018, 08:47:09

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Rúbio Marra

Hoje é comemorado o Dia do Fotógrafo, responsável por transformar instantes em imagens e a partir delas, muitas vezes, provocar debate ou proporcionar uma reflexão. Guardam recordações, contextualizam a história e podem ser publicadas em jornais, revistas e em qualquer plataforma digital.

Com o advento da fotografia digital e a introdução de câmeras em qualquer dispositivo móvel, esse universo imagético, porém, foi ampliado. Isso gerou uma participação maior de públicos em diferentes contextos. O mercado ficou concorrido, mas, na visão de alguns profissionais renomados, isto tudo proporcionou uma maior democratização da fotografia. É o que analisa o editor de Fotografia do DIÁRIO, Octávio Cardoso, que passou por dois momentos da cena fotográfica no país, a analógica e a digital. “É uma profissão que como várias outras passa por transformações. Ainda vai levar um tempo para que as coisas se acomodem, mas o mercado está se readequando”, diz.

Com 32 anos no mercado fotográfico em Belém, tendo a experiência de ter passado por agências e jornais no Estado, Octávio afirma que alguns trabalhos de fotografia qualquer amador pode fazer. Mas vê a qualificação como um diferencial para ganhar espaço nesse meio tão competitivo. “A pessoa acha que só apertar um botão resolve. É certo que consegue fazer uma imagem, mas nem sempre irá trazer qualidade para o trabalho. Então precisa ter um olhar treinado”, explica.

Em Belém, segundo o editor Octávio Cardoso, há muitos profissionais capacitados para fazer qualquer tipo de trabalho na fotografia, muitas vezes o que precisa é de estrutura do mercado. Nas agências publicitárias é muito claro isso, de acordo com ele. “O que está por trás de um ensaio fotográfico ou de uma propaganda é uma estrutura muito maior. É um trabalho, contudo, que requer produção, planejamento e muita estrutura com vários profissionais”, explica.

Thiago Pelaes faz trabalhos fotográficos há quase uma década. Hoje, ele se sente realizado. (Foto: Maycon Nunes/Diário do Pará)

MUNDO DIGITAL GUIA PASSOS DE FOTÓGRAFO

Thiago Pelaes começou a fotografar em 2007, como hobby, e dois anos depois passou a cobrir eventos sociais. Em 2010, fundou a Clarté, onde desenvolve trabalhos fotográficos e de audiovisual. Se define como “filho do digital” e sempre acompanha as mudanças do mercado.

Para ele, o digital e a facilidade de fotografar democratizaram a fotografia, mas isso trouxe um efeito positivo e um enorme desafio aos profissionais.“Quem entrou no ramo para viver disso tem de encontrar um grande diferencial e se distinguir do que já tem disponível no mercado”, afirma.

Ele pondera que antes o mundo da fotografia se limitava a pessoas que poderiam comprar câmera e revelar filme. Era algo muito mais difícil de se fazer. “Eu sou filho do digital, o que me permitiu fotografar e evoluir para outros caminhos, como o cinema. E o que me levou a entrar nesse “clube” foi o digital”, revela.

Em suas palavras, ele se diz feliz com a profissão. “Eu vivo de fotografia e de audiovisual. É cada dia mais desafiador, principalmente para quem está começando”. Há sete anos, Thiago Pelaes conta que a Clarté cresceu muito e amadureceu.

(Wal Sarges/Diário do Pará)



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