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(Foto: Divulgação)

Como solucionar problemas usando a empatia

Sábado, 13/05/2017, 09:44:33 - Atualizado em 13/05/2017, 09:44:33

Já ouviu falar em “Design Thinking”? Esse termo tem aparecido com mais frequência no mundo empresarial e tem conquistado empresários, colaboradores e clientes mundo afora .A proposta é todo mundo trabalhar junto com foco na resolução de um problema, sem esquecer das pessoas que participam do processo.

A Fundação Getúlio Vargas/Belém realiza uma palestra gratuita sobre o assunto em Belém, no próximo dia 18, no auditório da instituição, com a doutora em Desenvolvimento Humano, especialista em Design Thinking e professora da casa, Ana Ligia Finamor. Ela também realizará um workshop em Castanhal no dia 27, para qualificar profissionais na área. Foi com ela que batemos um papo para saber mais sobre esse processo que está dominando as empresas.

Afinal, o que é Design Thinking?

De modo prático, é uma abordagem e um processo inovador de resolver problemas e obter melhorias através do trabalho em colaboração, se colocando no lugar do outro, com foco no usuário/cliente. Ou seja, o Design Thinking pegou preceitos existentes que tinham relação com entender o outro, saber o que esse outro pretendia, o que ele esperava, o que ele sentia falta, e organizou de uma forma a envolver todos dentro de uma empresa, atendendo assim o público interno e externo e conquistando bons resultados.

E como funciona esse processo? Como se dá de fato essa organização?

O processo Design Thinking inicia pela etapa de empatia, na qual o representante da empresa vai entender o cliente, verificar suas necessidades, através de conversa, observação, dentre outros métodos. Depois, você vai definir, melhor quem é esse cliente. Tenho muitas informações e agora preciso ver onde vou focar, onde está o problema, o que precisa ser solucionado.

A terceira etapa consiste na ideação, é a fase de ideias: o que pode ser feito diante do problema encontrado. A próxima é a prototipação, na qual se escolhe uma das ideias para pensar em grupo e exteriorizá-la. A quinta é o feedback: o que esse grupo achou da ideia? E a última etapa é a reflexão, que é o momento que se refina e se coloca em prática a solução.

É um pouco parecido com o método científico? Qual a diferença?

O método científico se baseia em dados que já estão consolidados. O Design Thinking pode se aproveitar disso, mas busca mais insights. Enquanto a pesquisa pergunta algo direto para saber a resposta, a abordagem busca oportunidades escondidas entender o que a pessoa quer, durante uma conversa.

E o Design Thinking pode ser aplicado à gestão de pessoas e em qualquer área?

Sim. Principalmente quando se busca soluções inovadoras de relação com o cliente, seja ele interno ou externo. O foco desse processo são as pessoas.

Inovação parece ser a palavra da vez entre os empresários. Algum motivo em especial?

O empresariado sempre vai pensar no que é melhor para empresa, mas a instituição é feita por pessoas e se há um problema, quem pode dar essa solução são os profissionais que vivem ali, então essa nova abordagem inova quando escuta as pessoas, observa, presta atenção no que eles têm a dizer, a contribuir. Essa é a diferença do Design Thinking para as abordagens tradicionais.

Então quem for para a palestra, o que pode esperar?

Sair de lá com condições de fazer algo diferente. Aplicar de alguma forma o que vai ouvir. E não é porque a empresa não tem recurso que não vai fazer. A inovação começa por nós mesmos, então faça você mesmo.

PROGRAME-SE

Palestra sobre Design Thinking com Ana Ligia Finamor

Quando: Dia 18/05, às 8h

Onde: Auditório da Fundação Getúlio Vargas/Belém (Trav. São Francisco, 421 – Batista Campos)

Quanto: de graça, sem necessidade de inscrição prévia.

(Diário do Pará)

 


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