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(Foto: Divulgação)

Erasmo Carlos faz show para as mães em Belém

Sexta-Feira, 12/05/2017, 10:01:26 - Atualizado em 12/05/2017, 10:11:33

Incluindo canções como “Mesmo que Seja Eu”, “Além do Horizonte” e “Superstar”, o ícone da Jovem Guarda Erasmo Carlos apresenta pela primeira vez em Belém o repertório do show “Gigante Gentil”, baseado em seu disco mais recente, de mesmo nome, lançado em 2014, e com o qual já passou por todos os estados brasileiros. A apresentação será hoje, a partir das 21h, na Assembleia Paraense, e é promovida pela Diretoria da Festa de Nazaré, marcando a programação do 15º “Mamãe Superstar”, tradicional evento beneficente de Dia das Mães.

O “Tremendão” se apresenta ao lado de José Lourenço (maestro, teclado e voz), Billy Brandão (guitarra), Rike Frainer (bateria), Luiz Lopes (guitarra, violão e voz) e Pedro Dias (baixo e voz). “Há muito tempo que não vou a Belém, então o show é um misto desse tempo todo. Tem meus sucessos, músicas de agora, dos anos 1980, um misto da minha vida. É o suco do Erasmo. Me colocaram no liquidificador e saiu isso”, brinca o cantor, que tem estado bastante na estrada desde o ano passado.

Mais do que uma promoção em homenagem às mães, o evento “Mamãe Superstar” faz parte da agenda oficial do Círio de Nazaré. A partir de eventos como este, a organização da festividade consegue custear as despesas do Círio e manter várias obras sociais da paróquia, como creches e outros projetos. “Erasmo Carlos tem em seu repertório músicas que são verdadeiras homenagens às mães, como ‘Superstar’ e ‘Mulher’. Será um belo show, com certeza. Uma noite especial para as mães e para todos que nos ajudam a realizar o Círio”, considera o diretor coordenador do Círio, Roberto Souza.

Novos parceiros surgem, mas ficam saudades de velhos amigos

Muitas das canções que ele apresenta por aqui, estão presentes nos discos “Erasmo Carlos e os Tremendões”, “Carlos, ERASMO…” e “Sonhos e Memórias 1941-1972”, que acabaram de ser reeditados e lançados pela primeira vez nos Estados Unidos, pela gravadora Light in the Attic. 

“Tem sido boa (a repercussão), inclusive na Inglaterra onde também foi lançado. Está até motivando minha ida para lá. Acontecem umas surpresas boas na vida da pessoa. Com meu último disco (Gigante Gentil) ganhei o Grammy. Assim esse lançamento tanto tempo depois, de discos antigos. Eles acabaram gerando comentários muito bons, inclusive da crítica severa de Nova York, Londres, e foi uma surpresa muito boa”, comentou o músico no Youtube.

Com 50 anos estrada, Erasmo destaca que continua compondo e produzindo junto a parceiros antigos e mais recentes. Caso de Paulo Miklos, para quem fez a música “País Elétrico”, gravada no primeiro disco solo do ex-Titãs. Também de Frejat, com quem fez a música tema “Dez Segundos” para o filme homônimo sobre o boxeador Éder Jofre. “Fiz música também para a Vanderleia, chamada ‘Menina da Felicidade’”, destaca.

Erasmo já escreveu seu nome na história da música brasileira, mas diz que continua a fim de compor e encarar novos encontros musicais. “Hoje em dia faço show com Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, que gosto, adoro. Adoro confraternizar com eles porque aprendo muito. E dentro do que de repente aprendi ao longo desses anos, continuo ensinando a novas pessoas”, diz ele.

Das antigas parcerias, ele fala com pesar das mortes de Jerry Adriani, no último dia 23 de março, e de Belchior, no último dia 30. “Com diferença de uma semana, foram dois golpes grandes. O Jerry, pela convivência desde o início da minha carreira. Começamos praticamente juntos. O Belchior foi quem me deu ‘Paralelas’ para gravar, estivemos poucas vezes juntos, mas sempre que isso acontecia, era uma coisa muita mágica. Guardarei os dois para sempre no meu coração”, declara Erasmo. 


Cinebiografia: Tremendão no cinema

O tremendão também tem voltado com tudo para o cinema. Ele deve estrear já no segundo semestre no papel dele mesmo no filme “Minha Fama de Mau”, que vai mostrar, segundo a sinopse oficial, a carreira de Erasmo desde a juventude. O jovem Erasmo será interpretado pelo ator Chay Suede. Mês passado, o cantor também encerrou as gravações do filme “Paraíso Perdido”, de Monique Gardenberg, onde ele faz o papel de José e contracena com Seu Jorge, Júlio Andrade e Lee Taylor.

“Gostei. Há muito tempo não fazia cinema. Eu adoro cinema porque é uma brincadeira séria. Estava com saudade”, comenta Erasmo. “Em ‘Paraíso Perdido’, Seu Jorge faz meu filho adotivo. Foi legal, a gente até contracenou pouco porque tem toda uma história muito louca. Eu sou o patriarca que sonha com a união da família, embora seja uma familia que fuja totalmente aos padrões”, ele destaca sobre a produção, prevista para estrear este ano.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)


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