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Bragança recebe mais de 130 filmes para festival nacional de curtas-metragens

POSTADO EM: Terça-Feira, 11/12/2018, 08:33:00
ATUALIZADO EM: 11/12/2018, 08:33:00

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Divulgação

Para divulgar o curta brasileiro, fortalecer o diálogo entre os produtores nacionais e regionais, além de promover a produção audiovisual bragantina, será realizado, nos dias 13 e 14 de dezembro, o 1º Festival Curta Bragança, em Bragança.

“Já existia aqui um Festival Internacional de Cinema do Caité (Ficca), que acontecia desde de 2013, e este ano foi para Portugal. Então, eu criei esse projeto com o propósito de ser uma plataforma para essa produção periférica se juntar a outros grupos e promover esse diálogo. Mostra que Bragança tem esse potencial de produção audiovisual que está dispersa”, diz San Marcelo, coordenador do festival. 

O evento é uma realização da Faculdade de Bragança (Fabra) e da Sapucaia Filmes, e será dividido em duas mostras competitivas: Mostra Curta Brasis e Mostra Curta Bragança. Os vencedores de cada categoria serão selecionados por um júri técnico e receberão o troféu Valdir Sarubbi, homenagem “in memorian” ao artista plástico bragantino. Já o melhor filme do festival receberá o troféu Fabra. “A ideia não era dividir em categorias e sim em duas mostras: nacional e regional, para atender o público daqui, da região e do Estado”, conta o coordenador.

No festival, foram inscritos 133 filmes, sendo 42 de São Paulo, 21 do Rio de Janeiro, 14 do Pará, 12 de Minas Gerais, 12 de Goiás, seis da Bahia, seis do Ceará, cinco do Rio Grande do Sul, três do Espírito Santo, três da Paraíba, três de Santa Catarina, três de Sergipe, dois do Rio Grande do Norte, e ainda do Maranhão, Rondônia, Mato Grosso e Paraná, cada um com uma produção. Além disso, seis filmes estão concorrendo também no concurso de melhor cartaz da edição 2018 cuja votação será feita até o dia 13, através de enquete eletrônica.

Há diversos formatos entre as produções, desde filmes documentários, como “Fantasia de Índio”, de Manuela Andrade (PE); curtas de ficção, como o paraense “Shala”, de João Inácio; de animação, como “O Malabarista”, de Iuri Moreno (GO); e também filmes experimentais, como “Arquitetura do Abismo”, de Pietro Santurbano (SP).

A abertura do evento, às 19h, terá show do músico e compositor Alex Ribeiro. Contará ainda com a exibição de um vídeo sobre o artista plástico bragantino Valdir Sarubbi, pintor, desenhista, gravador, artista visual com expressão nacional, falecido há 18 anos. O momento terá uma breve apresentação da professora e mestra Mariana Bordallo, que defendeu tese na UFPA sobre a representação da cultura bragantina na obra e vida dele. “Eu conheci a história dele há uns quatro anos, ele fez nome fora do Brasil e aqui poucos o conhecem. Queremos mostrar que temos grandes talentos aqui e Valdir representa bem essa área artística da cidade que é reconhecida fora, mas não aqui”, diz San Marcelo.

Radicado maior parte da vida em São Paulo, Sarubbi apresentou seus trabalhos em muitos países da Europa e da América, mas com uma produção que sempre guardou as referências culturais de sua região, como a série “Meditação Labiríntica”, com desenhos que lembram os traços da cerâmica marajoara e vários trabalhos, inclusive abstratos, que trazem a lembrança das águas dos rios amazônicos.

Já a programação paralela do festival terá oficinas sobre documentário e cinema de animação.


(Aline Rodrigues/Diário do Pará)



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