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Belém exibe finalistas do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro. Confira!

POSTADO EM: Segunda-Feira, 03/09/2018, 20:49:43
ATUALIZADO EM: 03/09/2018, 20:50:53

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Divulgação

Os apaixonados por cinema poderão votar nos filmes favoritos entre os finalistas do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro.

O público de dez estados do país terá a oportunidade de assistir às produções em sessões gratuitas. No Pará, a mostra inicia nesta terça (4), no Cine Olympia, em Belém.

O filme de abertura é ‘Um Filme de Cinema’, de Walter Carvalho. Um cinema abandonado e em ruínas no interior da Paraíba é o cenário inicial de um filme sobre o cinema, que viaja nos depoimentos do romancista e dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas, como Bela Tarr, Júlio Bressane, Ruy Guerra, Jia Zhang-ke e Karim Aïnouz. Eles discutem questões sobre a linguagem cinematográfica: como atingir a verdade? O cinema deveria ser realista ou privilegiar o falso? A exibição é às 18h.

Na quarta-feira (5), serão exibidos o documentário ‘Cora Coralina – Todas as vidas’, às 16h30, e o drama chileno ‘Uma Mulher Fantástica’.

 

O documentário cruza a fronteira entre realidade e ficção para contar a história da escritora e poeta brasileira Cora Coralina, uma mulher que trabalhou como doceira durante quase toda sua vida, apenas publicando seu primeiro livro aos 75 anos de idade e tornando-se uma das autoras brasileiras mais importantes da geração dela. 

Já ‘Uma Mulher Fantástica’ traz Daniela Veja como Marina, uma garçonete transexual que sonha em ser cantora. Após a inesperada morte de Orlando (Francisco Reyes), namorado e maior companheiro, a vida dela dá uma guinada.

No dia 6, às 16h30, será exibido ‘A Glória e a Graça’. O filme conta a história de Glória (Carolina Ferraz), travesti bem sucedida e feliz com as conquistas, mas que vive distante da irmã, Graça (Sandra Corveloni). Quando Graça descobre uma doença terminal, as duas vão tentar aproximar as famílias para reestabelecer as relações entre os primos.

Também no dia 6, às 18h30, será exibido ‘Como Nossos Pais’, de Laís Bodanzky. No drama, Rosa (Maria Ribeiro), é uma mulher que se encontra em uma fase peculiar da vida, marcada por conflitos pessoais e geracionais. Ela ainda possui uma relação cheia de conflitos com a mãe e descobre que não é filha do homem que chamava de pai.

 

No feriado, 7, será exibido o documentário ‘Divinas Divas’, dirigido pela atriz Leandra Leal. Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujika de Holliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios formaram, na década de 1970, o grupo que testemunhou o auge de uma Cinelândia repleta de cinemas e teatros. O filme acompanha o reencontro das artistas para a montagem de um espetáculo, trazendo para a cena as histórias e memórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época. A sessão é às 16h30. 

 

No sábado (8) é a vez do indicado ao Oscar ‘La la land – Cantando Estações’. Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para as carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso. A exibição é às 16h30.

No dia 9, domingo, às 16h30, será exibido ‘Gabriel e a Montanha’. Gabriel Buchmann (João Pedro Zappa) tinha um grande sonho: conhecer a África. Entretanto, mais do que visitar os pontos turísticos ele desejava conhecer como era o estilo de vida do africano, sem se passar por turista. Desta forma, decide encerrar sua viagem ao mundo justamente no continente, onde se envolve com vários habitantes locais e recebe a visita da namorada, Cristina (Carol Abras), que mora no Brasil. Prestes a retornar, seu grande objetivo se torna alcançar o topo do monte Mulanje, localizado no Malawi.

A programação retorna na terça-feira, 11, às 18h30, com o documentário “Pitanga”, de Beto Brant e Camila Pitanga. “Pitanga” é um documentário que investiga o percurso estético, político e existencial do ator Antônio Pitanga que, dirigido por grandes cineastas como Glauber Rocha, Cacá Diegues e Walter Lima Jr., protagonizou os momentos de maior inquietação artística do cinema brasileiro.

Na quarta-feira, 12, às 18h30, o filme é “Bingo - O Rei das Manhãs”, de Daniel Rezende. Inspirado no palhaço Bozo, o filme mostra Augusto (Vladimir Britcha), um artista que sempre sonhou com seu lugar sob os holofotes, finalmente tem sua grande chance ao se tornar Bingo, um palhaço apresentador de um programa infantil de televisão que é sucesso absoluto. Uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da máscara, produzindo em Augusto a frustração de ser o homem anônimo mais famoso do Brasil.

 

Na quinta-feira, 13, às 18h30, “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach. Após sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake (Dave Johns) busca receber os benefícios concedidos pelo governo. Ele esbarra na extrema burocracia, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital. Numa de suas várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie (Hayley Squires), a mãe solteira de duas crianças. Após defendê-la, Daniel se aproxima de Katie e passa a ajudá-la.

Na sexta-feira, 14, às 16h30, “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, e às 18h30, “Dunkirk”, de Christopher Nolan.

Era o Hotel Cambridge” traz a história de refugiados recém-chegados ao Brasil, que dividem com um grupo apartamentos em um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Os novos moradores do prédio têm que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, enfrentam juntos a vida nas ruas. 

“Dunkirk” mostra um drama durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha avançou rumo à França e cercou as tropas aliadas nas praias de Dunkirk. Sob cobertura aérea e terrestre das forças britânicas e francesas, as tropas são lentamente evacuadas da praia. 

 

No sábado, 15, às 16h30, “No Intenso Agora”, de João Moreira Salles. O documentário “No Intenso Agora” foi feito a partir da descoberta de filmes caseiros rodados na China em 1966, durante a fase inicial da Revolução Cultural. O filme investiga a natureza de registros audiovisuais gravados em momentos de grande intensidade. Às cenas da China somam-se imagens dos eventos de 1968, na França, na Tchecoslováquia e, em menor quantidade, no Brasil.

 E no domingo, 16, encerrando a mostra, às 16h30, “Blade Runner 2049”, de Denis Villeneuve. O longa deu o primeiro Oscar de Melhor Fotografia a Roger Deakins, depois de 14 indicações ao prêmio. O filme retoma a história de “Blade Runner”, dirigido por Ridley Scott, 30 anos depois. No ano de 2049, após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos. Um deles é K (Ryan Gosling), um blade runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles.

 

A cerimônia de premiação será realizada no dia 18 de setembro, na Cidade das Artes, no Rio. A grande homenageada da noite será Fernanda Montenegro, que celebra 75 anos de carreira.

Para todos os filmes da mostra no Cine Olympia, a entrada é gratuita.

(DOL)



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