ENTRADA FRANCA

Documentário de quilombola é exibido na Casa das Artes

POSTADO EM: Segunda-Feira, 26/02/2018, 09:01:30
ATUALIZADO EM: 26/02/2018, 09:05:10

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Divulgação

A festividade do Marambiré existe há mais de um século e reúne hoje, na comunidade de Pacoval, município de Alenquer, um total de 120 famílias. Durante quase um mês, elas veem surgir rei, rainha mestra, rainhas auxiliares, valsares, tocadores e contramestres, em meio a muita dança, música e cantoria, numa apresentação quase teatral.

É esse universo que o pelo diretor quilombola André dos Santos registrou em “Marambiré”, documentário da Lamparina Filmes, que será exibido hoje, às 19h, na Casa das Artes, pela programação do Laboratório de Produção Digital (NPD), no Cineclube Alexandrino Moreira, com entrada franca. 

O filme aborda cada etapa da festividade religiosa, referência aos antigos reinados da África Central, e mostra a importância dessa cultura para as comunidades quilombolas paraenses, a partir dos depoimentos de mestres populares da região. 

“Queremos divulgar para o exterior, até mesmo para os próprios paraenses, que não conhecem essa parte da cultura”, diz André dos Santos, que tem se empenhado em registrar a cultura tradicional quilombola - é dele também o documentário “Samba de Cacete - Alvorada Quilombola”, codirigido por Artur Arias Dutra e premiado este ano no The California Film Awards, nos Estados Unidos. O filme também recebeu premiação no Festival de Cannes. 

“Marambiré” foi gravado por uma equipe de oito pessoas, durante duas semanas na comunidade do Pacoval, escolhida por ter a festividade como importante manifestação de sua identidade e luta quilombola. 

Para o diretor, mostrar o filme na programação do cineclube tem um interesse peculiar. “Acho importante, para incentivar a produção audiovisual local, para mostrar que tem gente produzindo e divulgando nossa cultura”, diz André dos Santos.

(Diário do Pará)



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