GERSON NOGUEIRA

Leia a coluna de Gerson Nogueira desta quarta-feira, 22: Confiança sob suspeita

POSTADO EM: Quarta-Feira, 27/06/2018, 08:02:35
ATUALIZADO EM: 27/06/2018, 08:02:35

Quase todo mundo criticou escolhas de Tite na lista final para a Copa do Mundo, principalmente as convocações de Taison, Fagner e Fred, jogadores que estão abaixo do nível técnico da competição. Ao mesmo tempo, o técnico foi muito cobrado pelas ausências de Luan e Artur.

Na ocasião, Tite e seus muitos defensores argumentaram que Artur foi pouco testado e que Luan não se encaixava no desenho tático da Seleção Brasileira, como se sistemas tivessem que funcionar como aqueles brinquedos de montar, onde as peças são pré-fabricadas.

Sobre os três citados inicialmente sempre foi dito que são “homens de confiança” do técnico. Sempre tive sérias desconfianças em relação à confiança desmedida que treinadores devotam a alguns jogadores, por razões que a própria razão desconhece.

Por força das circunstâncias, o assunto vem à baila neste dia tão importante para o Brasil na Copa mais imprevisível dos últimos tempos. Esperava que Tite não precisasse lançar mão de seus homens de confiança.

Sempre entendi que Seleção é uma colcha de retalhos, reunindo atletas que preferencialmente devem ter características variadas. O encaixe vem do entrosamento e da repetição, dos treinos e orientações.

Luan foi o principal jogador da última temporada no Brasil. Não é possível que seja inferior a Taison, distanciado dos demais atletas porque a Ucrânia fica fora do eixo principal do futebol europeu.

A ausência de um atacante de perfil diferente dos que estão na Rússia (como o próprio Luan) ajuda a explicar o bloqueio criado pela filosofia de Tite quanto a alternativas de jogo para os titulares absolutos na Seleção.

Phillipe Coutinho se tornou um ocupante do lado direito, aproximando-se da área, mas poderia atuar como um meia-atacante que flutue por todos os lados do ataque. Jogou assim no Liverpool e no Barcelona.

O próprio Neymar é hoje refém desse posicionamento sacrossanto seguido à risca por Tite. Atua sempre na esquerda, mas, pelas habilidades que possui, caberia experimentá-lo pelo meio ou pela direita.

A linha de pensamento do treinador tornou-se uma camisa de força a partir das preferências por determinados jogadores, atropelando até o critério fundamental do condicionamento físico para um torneio de altíssima competitividade, desgastante e de tiro curto.

Fred, Renato Augusto, Douglas Costa e Danilo chegaram à Rússia sem as condições ideais. Por razões óbvias, não deveriam ter sido convocados na vã esperança de que pudessem se recuperar ao longo do torneio, quando a lógica diz justamente o contrário. 

Para o jogo de hoje contra a Sérvia, Douglas é a baixa mais sentida. Foi o atacante que quebrou a resistência retranqueira da Costa Rica e deu vivacidade ao previsível ataque. Sem ele, Tite volta com Willian pela direita, embora tenha treinado um esquema mais conservador, com Fernandinho e Renato Augusto, também de sua confiança pessoal.

Aí é que mora o perigo.

A  palavra de um azulino que não se omite

A respeito do comentário de ontem sobre o atual cenário de Mad Max que domina o Remo, o grande benemérito Ronaldo Passarinho, um dos 27 históricos baluartes deste espaço, observa via e-mail que jamais aceitou “passivamente” os desmandos no clube.

“Reagi através de ofícios durante três anos e meio, para todos os presidentes do período, e nada recebi de resposta. Na última sessão do Condel de que participei, quando o presidente do órgão era Manoel Ribeiro, falei e cobrei duramente. Reitero sempre que posso minha posição de inconformismo quanto ao desinteresse dos responsáveis pelo clube. Por isso, não aceito ser chamado de omisso. Sou, desde algum tempo, um proscrito no Remo”, escreve Ronaldo.

Embora a crítica não se referisse a ele, Ronaldo tem razão em marcar posição e reafirmar seu desagrado com o descalabro reinante. Tem crédito e é reconhecido por ter sido ao longo de décadas um bravo defensor da bandeira azulina em diversas áreas e níveis de atuação.

Dream Team da internet tem quatro brasileiros

Qual seria o time dos sonhos se a escolha tivesse como origem o campo minado e movediço da internet? A SEMrush, líder global em marketing digital, preparou uma escalação inédita. Para isso, foram analisados os nomes mais populares globalmente durante um ano. Destaques no campo e na web, Neymar (7,4 milhões), Cristiano Ronaldo (6,1 milhões) e Messi (1,8 milhões) foram os atacantes selecionados. Nas laterais, os brasileiros Marcelo (550 mil) e Danilo (165 mil).

Os europeus Isco (550 mil), Paul Pogba (550 mil) e Ashley Young (74 mil) entrariam no meio campo. Na zaga, Pepe (1,5 milhão) e Sergio Ramos (1 milhão). No gol, empatados, o costarriquenho Keylor Navas e o alemão Manuel Neuer, com 368 mil de menções.

E quem comandaria esse time? Ninguém menos que Tite, técnico do Brasil, com 1,3 milhão de buscas, seguido pelo francês Deschamps, com 1,1 milhão de menções. Achei esquisita a formação do time, até porque jamais um Dream Team poderia ter carniceiros como Pepe e Ramos na defesa.

Oito lutas de Punch Fight para sacudir as férias

Belém vai sediar, no próximo dia 7 de julho, uma noitada de MMA Punch Fight, com oito lutas, no Insano Marina Club (rua São Boaventura, entre Almirante Tamandaré e travessa Alenquer). A luta principal será entre Fabão Vasconcelos e Rogério “Cão de Briga”, valendo o cinturão da categoria até 93kg. A luta feminina do card terá Paula Bittencourt (Frankiko team) contra Ábina Santos (Minhoca team).

O evento terá também o concurso Musa Punch Fight e a apresentações de DJ Márcio Lins, DJ Avarney (funk) e banda Tio Chico S/A.



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