GERSON NOGUEIRA

Leia a coluna de Gerson Nogueira destra sexta-feira, 08: Para retomar a boa pegada

POSTADO EM: Sexta-Feira, 08/06/2018, 07:59:28
ATUALIZADO EM: 08/06/2018, 07:59:28

A derrota para o Criciúma aguçou no torcedor do Papão a cisma de que o time tem a sina de ressuscitar defunto, considerando que o Tigre era o penúltimo colocado antes do jogo de terça-feira. Por coincidência, o adversário desta noite também patina no Brasileiro e ocupa justamente o 19º lugar. O Goiás tem 5 pontos, ganhou apenas um jogo e perdeu 6. É um dos piores começos de competição do time esmeraldino, que tem um dos elencos mais caros da Série B.

Portanto, pela lógica sempre certeira do torcedor, todo cuidado é pouco para Dado Cavalcanti e seus comandados.

As mudanças previstas (e obrigatórias) após a goleada sofrida frente ao Criciúma não devem envolver somente a simples troca de atletas – como Mike, suspenso, por Moisés. É possível que Dado posicione o time de maneira diferente, levando em conta o baixo rendimento dos laterais Maicon Silva e Carlinhos, mas improvável que altere o sistema 3-5-2.

Como joga com três zagueiros e cinco homens no meio, o PSC precisa ter uma participação intensa de seus alas. Na última partida, ambos fizeram figuração quando precisavam marcar e acabaram envolvidos pelos avanços dos homens de lado do Criciúma. Quando iam à frente, fracassavam nas tentativas de acionar Cassiano e Mike.

A pontuação é altamente favorável ao PSC a essa altura do campeonato, ocupando a quinta colocação e tendo dez pontos à frente do Goiás. Campanhas inteiramente opostas. A questão é o momento vivido pelos bicolores, com acentuada instabilidade no sistema que inicialmente funcionou satisfatoriamente.

Até a utilização de três zagueiros passou a ser questionada, embora o técnico não mostre a intenção de buscar outra configuração. O certo é que as individualidades também têm sido pouco efetivas nos últimos jogos, fazendo lembrar que somente contra Ponte Preta e Juventude a atuação do time foi linear e digna de elogios.

Nos demais jogos, mesmo com vitórias importantes, o time sofreu bastante, levando sufoco e acentuando um perfil defensivista que desagrada a maior parte da torcida.

Nas queixas manifestadas pelas arquibancadas contra o trabalho de Dado brotam sempre restrições ao estilo cauteloso em excesso.

Enquanto a equipe obtiver resultados favoráveis, o técnico estará a salvo, pois a Série B é um torneio que premia regularidade, pragmatismo e acumulação de pontos, independentemente da qualidade técnica dos times.

Nos últimos anos, vários dos que findaram o campeonato no G4 praticavam um futebol eficiente, mas indigente e tosco do ponto de vista estético. O próprio Internacional, que subiu para a Série A no ano passado, atuava com pouquíssima inspiração e quase sempre ganhava na base do abafa.

Vai daí que, hoje, contra o Goiás, o Papão precisa reativar o modo competitivo que o levou à vice-liderança do Brasileiro nas primeiras rodadas. Mesmo que a exibição seja sofrível, como contra o Londrina, o foco deve ser a conquista dos três pontos, a fim de evitar se distanciar do pelotão da frente.

Rei Artur quebra a cabeça para qualificar a meia-cancha

Em busca de uma ligação mais estável entre defesa e ataque, o técnico Artur Oliveira recuou Dedeco para a cabeça-de-área e tirou Dudu, de baixo aproveitamento nos passes. É óbvia a preocupação de Artur em qualificar um setor que o Remo usava como mero compartimento à frente da zaga.

Atento às próprias necessidades da competição, ele resolveu formar uma força-tarefa na meia-cancha, reunindo – além dos volantes Dedeco e Leandro Brasília – os meias Rafael Bastos, Everton e Rodriguinho.

Diante do Salgueiro, o sistema funcionou bem no primeiro tempo, imprensando o adversário em seu próprio campo e criando pelo menos seis grandes oportunidades na área. Na etapa final, porém, o desgaste físico limitou a flutuação dos meias e sobrecarregou a marcação.

Para superar o Náutico, amanhã, Artur sabe que o meio-campo deve funcionar em nível bem superior ao apresentado no último jogo e não pode cair de rendimento nos 45 minutos finais.

A chegada do volante Vacaria, já integrado ao elenco, pode representar uma evolução na marcação, notoriamente errática na distribuição de bola quando esse papel é destinado exclusivamente a Dudu.

Toda a engrenagem começa a funcionar a partir do momento em que a bola passa pelos volantes. Caso o estágio seguinte não seja executado adequadamente, a transição fica bastante prejudicada. Artur identificou isso logo nos primeiros treinos e luta para corrigir a deficiência. O problema, que pode parecer até óbvio, vinha se perpetuando desde o Parazão.

Direto do blog

“Marcelo (assim como o Neymar) jogam muito, mas certos aspectos da personalidade de ambos é de se lamentar.

Aliás, Gerson, você viu essa notícia que, os dois já citados e o William, serão ‘youtubers’ durante a Copa? Não sei se posso colocar o link aqui, mas saiu na Folha de SP. No caso do Marcelo, inclusive já há 3 profissionais trabalhando para produzir conteúdo para o mais novo youtuber do pedaço.

Não quero correr o risco de pré-julgar alguém que não conheço pessoalmente, mas na minha visão isso mostra certa falta de comprometimento com a seleção, cujo objetivo principal (mais do que a ganhar a copa) é limpar o seu nome, jogado na lama depois daquela chinelada faraônica de 7 a 1.”

Hektor Silva, receoso de que a Seleção sofra com a falta de foco de alguns.



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