GERSON NOGUEIRA

Leia a coluna do Gerson Nogueira desta segunda, 14: Leão finalmente estreia

POSTADO EM: Segunda-Feira, 14/05/2018, 08:14:37
ATUALIZADO EM: 14/05/2018, 08:14:37

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Raphael Graim/Remo

Foi preciso levar um gol na metade do primeiro tempo para que o Remo acordasse em campo – e na competição. A rigor, a vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo da Paraíba, de virada, significou a verdadeira estreia do time na Série C deste ano. Até então, as atuações tinham sido sofríveis e dolorosas para o torcedor, até mesmo na solitária vitória sobre o Globo (1 a 0).

Ontem à noite, no Almeidão, em João Pessoa, a toada inicial era a mesma das outras quatro partidas, quando o Remo se deixou dominar por adversários até inferiores tecnicamente, mas que mostraram mais disposição e iniciativa.

Quando Mário Sérgio abriu o placar, aos 27 minutos, aproveitando uma bola que bateu no travessão de Vinícius, o torcedor remista deve ter imaginado que o filme de quinta categoria iria se repetir. E não faltavam motivos para pensar assim.

Sem produção ofensiva e com um meio-campo pouco criativo, a defesa era pressionada constantemente, cometendo faltas à entrada da área, para alegria do meia Marcos Aurélio, cobrador oficial de todas as bolas paradas no time dirigido pelo ex-azulino Leston Jr.

Foi dele o chute traiçoeiro que roçou nas mãos de Vinícius e explodiu no travessão. Assustada, a zaga remista acompanhou com os olhos Mário Sérgio subir livre e cabecear para as redes.

Quatro minutos depois, Alan Dias, outro ex-azulino, avançou pela direita e cruzou para Dico, que entrava livre, com o gol escancarado, aproveitando a subida dos zagueiros. À la Potita, Dico pegou na orelha da bola, mandando para o lado.

Aos poucos, o Remo foi se arrumando na defesa e forçando algumas subidas, mas os erros de passe não permitiam que a bola chegasse com perigo à área botafoguense. A única vez que a equipe avançou bem conseguiu o primeiro escanteio, aos 39’. Everton cobrou no segundo pau e achou Mimica, que testou para as redes, empatando o jogo.

O gol foi um divisor de águas para os azulinos, que readquiriram a confiança e passaram a encarar o Botafogo de igual para igual. Everton passou a se deslocar mais pelos lados e a tentar alguns lances individuais.

No 2º tempo, a marcação apertou e diminuiu espaços, não permitindo mais que Marcos Aurélio desfilasse na área central do campo. A defesa se posicionou melhor e se beneficiou da evolução geral do time. Logo no recomeço, Isac foi tocado dentro da área, em penalidade ignorada pelo árbitro.

A pressão azulina cresceu de intensidade, fazendo com que o Botafogo passasse a errar passes e a revelar seus próprios defeitos. Aos 21’, Jaime recebeu passe de Everton e fez o segundo gol, virando o marcador. Foi um lance típico de centroavante, com entrada decidida na área e toque certeiro.

Era visível a mudança de atitude do Remo em campo. Sem mudanças pontuais, a não ser a entrada de Gabriel Lima (substituindo a Elielton), o time tomou conta da partida, encurralando o Botafogo em seu campo.

O terceiro gol veio em consequência dessa superioridade. Everton cobrou falta e Isac desviou de cabeça, obrigando o goleiro Saulo a uma defesa em dois tempos para evitar o gol. Ao espalmar pela segunda vez, no entanto, a bola procurou Gabriel, que mandou de cabeça para o fundo das redes.

Foi uma transformação. Não se viu nem sombra do time inseguro dos outros quatro jogos na Série C. Isac, mesmo errando nas decisões finais na área, foi um dos mais empenhados em reforçar a marcação. O time inteiro se entregou à missão de superar o adversário, consciente de que era preciso marcar em cima e não relaxar até o apito final.

Pela entrega demonstrada pelos jogadores, a virada em João Pessoa tem tudo para alavancar a campanha remista no Brasileiro. O time ganha confiança para buscar a classificação e Givanildo Oliveira sai fortalecido, sufocando o princípio de crise.

Papão deve fechar o semestre com grande lucro

Com mais de 18 mil ingressos já vendidos, a final da Copa Verde deve ter lotação máxima no estádio Jornalista Edgar Proença, na próxima quarta-feira. O Papão, que cumpre excelente campanha na Série B, prepara-se para conquistar o bicampeonato do torneio interestadual, a partir da vantagem estabelecida no primeiro jogo (2 a 0), dentro de Cariacica, resultado que deixou evidente o desnível técnico entre os finalistas.

O Atlético-ES, que perdeu o rumo de vez após a derrota para o PSC, coleciona maus resultados na Série D e dificilmente oferecerá maior resistência aos bicolores em Belém. Ao contrário da decisão de 2017, quando o Luverdense tinha time do mesmo nível e muito bem treinado, o Atlético tem uma defesa frágil e um ataque não funciona.

Pelos seus próprios méritos, o PSC tem tudo para fechar o primeiro semestre em situação melhor do que a do ano passado. Apesar de não ter vencido o Estadual, terá bonificação financeira expressiva tanto com a arrecadação da final quanto com o que ganhará pela presença na Copa do Brasil de 2019.

A lista definitiva dos eleitos para o Mundial

Tite anuncia hoje a lista dos convocados para a Copa do Mundo. Pelo próprio estilo do técnico, não há muita possibilidade de surpresas. Não há chance de inclusão de jogadores que não tenham sido testados ao longo das Eliminatórias e amistosos.

A expectativa apenas é quanto às escolhas para a lateral direita. Danilo, Rafinha e Fabinho são os favoritos por critério técnico. Fagner, muito inferior aos três, tem a vantagem de ser jogador do Corinthians e ter em Tite uma espécie de mentor.

Nas demais posições, Taison – teimosa e insistente aposta do treinador – deve garantir uma vaga no ataque, levando a melhor sobre Luan, por mais incrível que isso possa parecer.



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