FUTEBOL

Remo na Paraíba e Ryan que pelo jeito nunca estreará. Leia a coluna de Gerson Nogueira

POSTADO EM: Domingo, 13/05/2018, 13:38:58
ATUALIZADO EM: 13/05/2018, 13:41:19

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Jorge Luiz/ Paysandu

Desafio em João Pessoa

Isac será o titular do comando do ataque, hoje à noite, contra o Botafogo-PB, em João Pessoa. Com sete pontos na tabela, o anfitrião vai receber um Remo cuja principal característica na Série C tem sido a instabilidade. Com Eliandro já regularizado, soa esquisito que não entre jogando logo de cara, visto que o mau rendimento de Isac é uma das causas da má campanha remista até agora.

Para superar o Botafogo, adversário tradicionalmente tinhoso dentro de seus domínios, o Remo precisará ser mais destemido, organizado e certeiro do que foi até agora na competição, especialmente nas duas partidas que fez como visitante na Série C. Em ambas, diante de Atlético-ES e Juazeirense, acabou derrotado.

Outro problema na escalação é a entrada de Jaime para substituir Felipe Marques, que rescindiu contrato nesta semana. Jaime ficou ausente de várias partidas durante o Parazão e, quando voltou, não mostrou o mesmo aproveitamento de antes. Tem sido escalado em algumas partidas da Série C e mostra-se tão apagado quanto Isac.

Pela movimentação nos treinos, Gabriel Lima já merece vez no ataque, talvez ao lado de Eliandro e Elielton. Sempre foi jogador aguerrido e rápido, aparecendo bem em jogos fora de casa. De todo modo, seu aproveitamento no decorrer da partida pode dar ao ataque uma intensidade que fez a diferença no Estadual.

Jefferson Recife, que novamente é relacionado entre os reservas, pode ser uma alternativa para qualificar o meio-campo ao lado de Everton ou em lugar deste na etapa final. Dedeco, que ainda não estreou, é outro nome que pode tirar a meia-cancha do marasmo em que se encontra hoje. Duvido que jogue menos que Leandro Brasília.

O certo é que o Remo corre riscos sérios de cair para a zona de rebaixamento em caso de novo revés. Por outro lado, uma vitória terá o condão de fazer com que o time finalmente acorde na competição.

Ausência de Daniel resolve um problema na Seleção

A notícia de que Daniel Alves está fora da Copa, por lesão no joelho, foi o assunto do fim de semana em relação à Seleção Brasileira. Nada que vá abalar nem de longe as chances brasileiras na Rússia, pelo contrário até. A exclusão do lateral confirma apenas que Tite é um sujeito de muita sorte.

E é simples entender isso: aos 35 anos, Daniel Alves é um lateral que joga hoje graças ao currículo vitorioso ou, como diz o torcedor, joga com o nome. Com sua saída, a Seleção perde um pouco em ofensividade, mas ganha em segurança, fechando a avenida pelo lado direito da defesa.

O presente não honra o passado de Daniel. Lento, pouco combativo, vive de espasmos. Um cruzamento perfeito aqui, uma arrancada de vez em quando, um drible de efeito a cada seis meses e gols cada vez mais raros na carreira de um lateral que sempre foi excelente finalizador.

A transferência para o PSG confirmou a fase descendente. Aliás, a presença no time do parça Neymar é, possivelmente, sua última escala em clubes de primeira linha, sendo que a situação tende a piorar com a provável ida de Neymar para o Real Madri.

Em 2014, na Copa do Mundo realizada no Brasil, todo mundo viu Daniel jogando na baba do quiabo contra Chile e México. Mal aguentava os dois tempos. Dá para imaginar qual seria seu rendimento agora, quatro anos depois, em gramados russos. Nos jogos do PSG na Champions, foi peça destoante, deixando espaços a cada tentativa de subir ao ataque.

O substituto dificilmente terá o mesmo nível técnico do Daniel Alves de oito ou dez anos atrás, mas é certo que será um atleta mais participativo e bem condicionado que o Daniel de hoje. Seja quem for – Danilo (City), Fabinho (Monaco), Fagner (Corinthians) ou Rafinha (Bayern) – dará conta do recado e deixará a equipe bem menos vulnerável.

Papão deixa escapar vitória, mas fatura ponto precioso

Foi melhor que a encomenda. Sem seus principais jogadores, o PSC arrancou um empate altamente satisfatório em Caxias do Sul, na sexta-feira. O jogo mostrou um time bicolor completamente diferente, a começar pela composição da defesa. O meio-campo, também modificado, ganhou em qualidade, com a presença de Thomaz com organizador.

O próprio meia-armador se encarregou de abrir o placar, no final do primeiro tempo com um chute bem colocado, próprio de quem conhece, deixando o PSC em situação privilegiada na partida, pois o Juventude se atrapalhava nas próprias pernas e visivelmente se deixou alquebrar pelo gol sofrido e a abundância de chances perdidas.

Na etapa final, com absoluto controle da partida, o Papão esteve muito perto de consolidar a vitória, mas pecou pelo baixo aproveitamento nos contragolpes. Para piorar, perdeu Alan (expulso) e teve que se fechar em seu próprio campo para segurar a vantagem. Não deu certo.

O Juventude teve em Caio Rangel um grande organizador. Depois, com a entrada de Leandro Lima, o time gaúcho evoluiu ainda mais, imprensando os bicolores. Quase ao final, após intensa pressão, a defesa deu mole e Yuri Mamute empatou.

No fim das contas, o resultado pode ser considerado bom, pois Dado Cavalcanti mandou a campo uma equipe completamente diferente do que vinha utilizando na Série B e o desempenho foi razoável. A invencibilidade foi preservada e o adversário não teve tantas facilidades no jogo.

A lamentar a ausência do britânico Ryan Williams, que, pelo visto não estreará nunca. Se não teve chance no mistão que jogou em Caxias do Sul, dificilmente terá oportunidade no restante do torneio. O papo de internacionalização da marca cada vez mais soa a conversa pra boi dormir.

(Gerson Nogueira)



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