GERSON NOGUEIRA

Leia a coluna de Gerson Nogueira desta segunda-feira (26)

POSTADO EM: Segunda-Feira, 26/03/2018, 08:44:04
ATUALIZADO EM: 26/03/2018, 08:44:04

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Ney Marcondes - Fernando Torres

Na margem de segurança

Em confronto difícil e prejudicado pelas condições do gramado, o Remo começou a resolver seus problemas no final da primeira etapa, após cruzamento perfeito de Levy para Isac cabecear na gaveta esquerda de Jader. Com o gol, a equipe eliminou a vantagem do São Raimundo e ganhou tranquilidade para buscar a classificação sem decisão extra.

E foi exatamente o que ocorreu. Superando a tendência de misturar velocidade com afobação, reduzindo o grau de desperdício e mostrando mais objetividade nas chegadas ao ataque, o Remo controlou o ímpeto do São Raimundo, chegando naturalmente ao segundo gol.

O lance foi um primor deinspiração e envolvimento coletivo. Levy se aproximou da área, esperou Elielton chegar, deu o passe milimétrico e o atacante tocou rasteiro para a pequena área. Isac fez o corta-luz e enganou a marcação, deixando a bola para Felipe Marques fuzilar para as redes.

Ao longo de toda a partida, o Remo esteve sempre no comando das ações, tentando cercar a saída de bola do SR e lançando-se sobre a área. O gol custou a sair em função da pressa de alguns jogadores, que precipitavam passes e perdiam chances de construir jogadas mais agudas.

Levy jogou como um quarto atacante e fez uma de suas melhores atuações desde seu retorno ao Remo. Isac, mesmo vigiado de perto pela dupla Sandro e Moisés, levou a melhor na maioria dos lances e teve o mérito de se antecipar na disputa aérea que resultou no gol de abertura.

Depois que abriu o placar, o Remo passou a tocar melhor, distribuindo passes e fazendo a bola girar. Felipe Marques, que já havia criado boas situações na etapa inicial, aparecia sempre desmarcado pela esquerda.

Apesar dos problemas, o Remo conseguiu preservar a vantagem, embora sofrendo alguns sustos, como na jogada em que Chocolate invadiu a área e chutou rente ao poste de Vinícius. Felipe Marques teve grande oportunidade, sofreu duas faltas e chegou à área sem forças para chutar.

Uma vitória incontestável, obtida com esforço coletivo e destacadas participações individuais. Destaques do time: Levy, Mimica e Felipe Marques. No São Raimundo, Sandro e Léo foram os mais efetivos.

No sufoco, Papão mantém o sonho do tri

Não chegou a ser o massacre que o técnico Dado Cavalcanti viu, mas é inegável que os bicolores dominaram a partida no 1º tempo e mereceram a classificação. Na base da superação, o PSC esteve perto de abrir o marcador, mas os gols saíram quando parecia que o empate era inevitável. Antes, Felipe Maracanã perdeu gol feito diante de Marcão.

Para reverter a diferença de dois gols, Dado Cavalcanti mexeu no desenho tático do time, sacando o lateral esquerdo Mateus Miller e colocando Moisés para jogar como ala avançado. No meio, apenas um marcador (Carandina), acompanhado de Walter, Cáceres e Danilo Pires.

Como o Braga se posicionou para defender a vantagem, esperando segurar o empate e explorando contragolpes, o esquema planejado por Dado nem foi suficientemente testado. O PSC tinha espaço para manobrar à vontade, pecando apenas no excesso de cruzamentos sobre a área, sem apostar nas infiltrações mais articuladas junto à área.

Os gols – Cassiano, cobrando pênalti, e Diego Ivo – nasceram de lances rápidos, explorando a desatenção da zaga bragantina. Com 2 a 2 no placar agregado, Dado reposicionou a defesa, com Muller entrando na etapa final. O Bragantino resolveu abandonar a cautela e foi em busca do gol que poderia lhe garantir a classificação.

Teve até chance para isso, quando, na metade do 2º tempo, Timbó botou a mão na bola dentro da área. Era a bola do jogo para o Bragantino, mas o centroavante João Leonardo cobrou o pênalti sem colocar força na bola, o que facilitou a defesa de Marcão.

Na série de penalidades, o Papão também foi superior, vencendo por 4 a 2, com fundamental participação da torcida no incentivo ao time e na pressão sobre os cobradores do adversário. Triunfo da equipe mais determinada a alcançar o resultado que lhe interessava. Mike, Marcão e Diego Ivo foram os melhores. No Braga, Keoma foi o mais aplicado.

Clássicos para fortalecer o caixa da dupla Re-Pa

Além da emoção de uma nova decisão entre os velhos rivais, a classificação da dupla Re-Pa para a final do Parazão representa um grande desafogo no aspecto financeiro, pois vai garantir aos clubes uma receita em torno de R$ 2 milhões. Do ponto de vista técnico, equilíbrio total na disputa.

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