OPINIÃO

Leia na coluna de Gerson Nogueira: Vitória dá ânimo novo ao Leão

POSTADO EM: Quinta-Feira, 01/03/2018, 08:39:06
ATUALIZADO EM: 01/03/2018, 08:39:06

Depois de quatro jogos sem vencer, o Remo superou ontem à noite o Independente, que era a única equipe invicta do campeonato. Não foi uma atuação brilhante, mas diferiu das últimas apresentações pela intensidade com que o time se lançou à disputa, não permitindo que o adversário ficasse à vontade dentro do Mangueirão. Além da reabilitação, o triunfo devolveu ao Remo a condição de líder do grupo A2, superando o São Raimundo no critério de desempate.

Há quem veja na disposição demonstrada pelos jogadores o efeito Givanildo. É bem possível que isso tenha influenciado no ânimo do time, mas seria injusto não enxergar a participação do auxiliar Netão na distribuição dos atletas em campo.

Com simplicidade, ele escalou o Remo com dois atacantes bem abertos, Elielton e Felipe Marques, para manter o Independente na defensiva e abrir espaços para o centroavante Isac e os homens de meio-campo.

A estratégia não funcionou bem nos primeiros 15 minutos, quando o Independente andou rondando a área em jogadas de Fabrício e com cruzamentos para Betinho explorar a conhecida fragilidade do miolo de zaga remista.

O Remo crescia quando a bola chegava Elielton na direita. Com dribles em velocidade, ele atraía a marcação de até três adversários, facilitando a movimentação dos demais companheiros. Aos 15 minutos, ele entrou na área e cruzou rasteiro, mas Felipe Marques chegou alguns segundos atrasado.

Apesar de o Independente segurar a bola e trocar passes tentando envolver o Remo, as jogadas mais agudas eram sempre criadas pela ofensiva azulina. Aos 20 minutos, em reposição defeituosa do goleiro Dida, Isac recebeu na intermediária e lançou Elielton, que avançou e bateu cruzado, abrindo o placar.

A abertura do placar deu ao Remo confiança para pressionar ainda mais. Aos 23 minutos, lançado por Isac, Felipe Marques bateu de fora da área e Dida evitou o gol desviando com a ponta dos dedos.

O Independente chegava só de vez em quando, mas criava problemas para os zagueiros do Remo. Aos 29’, apareceu na frente do goleiro Vinícius para cabecear com liberdade. A bola passou rente ao travessão. Logo na sequência, Levy foi à frente e cruzou na área para Mimica, que perdeu grande oportunidade.

Elielton, destaque individual do jogo, marcou o segundo gol aos 38’ após Esquerdinha cobrar um arremesso lateral. O atacante venceu na velocidade ao zagueiro Charles, deixou a bola quicar e mandou um chute cruzado, sem defesa para Dida.

Como de praxe, a zaga azulina cochilou e um escanteio cobrado por Fabrício resultou no gol do Independente, aos 41’. A bola passou por vários defensores e bateu no zagueiro Halisson, tomando o rumo das redes.

Depois do intervalo, já sem Levy, substituído por Gustavo, o Remo controlou o ímpeto do Independente e ganhou em movimentação no meio-campo com a substituição de Adenilson por Jefferson Recife. Com tranquilidade, ficava à espreita das subidas do adversário para desfechar contra-ataques.

Foi desse jeito que aconteceu o terceiro gol, aos 35’, em grande arrancada de Felipe Marques pela direita. Ele passou pelo goleiro Dida, que havia abandonado a meta, e cruzou para Jefferson escorar para o fundo do gol.

O resultado ajuda a acalmar os espíritos no Evandro Almeida, permitindo que Givanildo Oliveira assuma hoje em clima mais ameno. Alguns jogadores – Elielton, Esquerdinha, Bruno Maia e Felipe Marques, principalmente – tiveram atuação destacada, evidenciando a motivação que naturalmente ocorre quando há uma troca de comando. Resta saber se irão manter o mesmo ritmo na sequência de jogos.

 

Cirurgia de Neymar cria apreensão no escrete

 

Depois do show tabajara de desinformação protagonizado pelo PSG e assessoria de Neymar, a cirurgia do jogador está mesmo confirmada para o fim de semana, em Belo Horizonte. O tempo de recuperação leva até oito semanas, o que permitirá o retorno aos gramados possivelmente em maio, a um mês e meio da estreia do Brasil na Copa (em 17 de junho, contra a Suíça, em Rostov).  

Por mais tranquilizadoras que sejam as informações dos médicos e especialistas, a cirurgia abre um ponto de interrogação quanto ao desempenho do principal jogador da Seleção Brasileira no mundial. Ao mesmo tempo, é inevitável a lembrança do ocorrido com Neymar na Copa de 2014, quando foi atingido violentamente no jogo contra a Colômbia. Será que o craque sempre terá uma relação difícil com a Copa do Mundo?



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