GERSON NOGUEIRA

Leia a coluna do Gerson Nogueira desta segunda-feira, 12

POSTADO EM: Segunda-Feira, 12/02/2018, 08:43:17
ATUALIZADO EM: 12/02/2018, 08:43:17

Teste de força e resistência

Técnicos costumam usar à exaustão a justificativa do aperreio provocado por tabelas apertadas e calendário mal planejado. No caso de Ney da Matta, a reclamação – se houver – será plenamente compreensível, pois o Remo se prepara para realizar a maratona de oito jogos em 28 dias, um jogo a cada três dias e meio. Em face dos jogos importantes que se aproximam, o time descansou ontem e volta hoje aos treinamentos.

Não há muito o que reclamar das tabelas, embora seja óbvio que os calendários do futebol continuem pouco respeitosos com os direitos de atletas e torcedores. Ao mesmo tempo, a quantidade de jogos enfileirados indica também que o time vem cumprindo seu papel, principalmente na competição eliminatória mais importante – Copa do Brasil.

Assim é que amanhã o Remo encara o Manaus-AM na partida de volta da Copa Verde, com a missão de vencer por três gols de diferença ou mais, caso o visitante faça gol. Em seguida, no domingo (18), o compromisso é contra o Bragantino, apenas três dias antes da partida contra o Internacional-RS, pela 2ª fase da Copa BR.

Para um elenco que não é exatamente um primor de qualificação, o Remo terá que se desdobrar para chegar fisicamente inteiro à decisão diante do Inter, cuja importância financeira é tão grande quanto a esportiva.

Depois do Colorado, a sobrecarga continua. Nos dias 24 e 27 de fevereiro, o Remo recebe Cametá (jogo atrasado) e Independente, no Mangueirão, decidindo presença nas semifinais do Estadual. No dia 4 de março, o adversário será o Águia, provavelmente em Parauapebas.

Surge, então, o primeiro período de maior descanso entre os jogos, justamente uma semana entre o jogo frente ao Águia e o segundo clássico do campeonato, marcado para 11 de março. O ciclo de 28 dias fecha com a partida Cametá x Remo, dia 14, no estádio Parque do Bacurau.

O elenco remista será submetido ao mais duro teste já enfrentado, precisando vencer jogos seguidos contra adversários bem mais descansados neste começo de temporada. Ney da Matta, por óbvio, estará também na alça de mira das cobranças do torcedor, cuja ambição é sempre maior que a capacidade de tolerância.

Crise financeira ronda clubes do Parazão

Dois clubes enfrentam sérios atropelos financeiros neste Parazão. O Cametá vive a situação mais grave, acumulando insucessos na campanha. Já dispensou Samuel Cândido e efetivou Ferretti, sem melhorar. Ocupa a última colocação geral com apenas 2 pontos, candidatando-se ao rebaixamento. Nos últimos dias, viu-se às voltas com ameaças de greve e atos de indisciplina no elenco.

Em Santarém, o São Raimundo encara dissidências no elenco, com brigas entre atletas e até um arranca-rabo entre o técnico Vladimir de Jesus e um massagista. Tudo em função do atraso de parte dos salários. No caso do Pantera, pelo menos a crise não comprometeu (ainda) os resultados, pois o time reagiu e tem chances de classificação.

 Hora de transformar limão em limonada

O Botafogo caiu diante do Flamengo por 3 a 1, no sábado de Carnaval, na semifinal da Taça Guanabara. Méritos do Rubro-Negro, mas resultado até previsível pelo baixo astral que dominava o Alvinegro após ser eliminado bisonhamente da Copa do Brasil pelo modesto Aparecidense. 

Para completar o infortúnio da Estrela Solitária, a tarde foi de absoluta felicidade para os rubro-negros, acertando todas as jogadas e quase não cometendo os disparates conhecidos na era Rueda.

Que a derrota e o mau momento sirvam para que a nova diretoria do Botafogo, tão austera no aspecto da gestão, lembre que o time precisa de um técnico de verdade.

Marcelo Oliveira é um bom nome, Levir Culpi também. Por outro lado, espera-se que os dirigentes risquem do caderninho nomes como o de Jorginho, pastor em tempo integral, e de Oswaldinho da Cuíca, um pseudo técnico.



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