OPINIÃO

Leia na coluna de Gerson Nogueira: Leão avança e garante lucro

POSTADO EM: Quinta-Feira, 08/02/2018, 07:43:03
ATUALIZADO EM: 08/02/2018, 07:43:03

Leão avança e garante lucro

 

O Remo conseguiu uma façanha, na tarde de ontem, em Itapemirim-ES. Já acumulava seis anos de insucessos na Copa do Brasil, um jejum extremamente penoso, se levado em conta o aspecto financeiro. Com o triunfo de 2 a 0, resultante de uma atuação estratégica e objetiva, o clube embolsa mais R$ 600 mil de bonificação e segue em frente na competição, tendo a possibilidade de mais lucros.

O leitor pode até estranhar essa ênfase no aspecto econômico da campanha azulina. Acontece que, para clubes emergentes, a CB deixou de ser uma competição voltada para a possibilidade de título. Longe disso. A inclusão dos times participantes da Libertadores (e seus orçamentos milionários) reduziu a pó as chances de zebras vitoriosas, como acontecia nos anos 90 e 2000, com Criciúma, Juventude, Paulista de Jundiaí e Sport.

Para os clubes mais modestos, o torneio vale pela exposição na mídia e a perspectiva de garantir receita. Quanto mais longe a equipe for, mais grana irá acumular.

Depois de acumular insucessos nos últimos anos, o Remo desta vez conseguiu acertar o pé e pulou o primeiro obstáculo, derrotando o Atlético dentro de seus domínios. Apesar das naturais dificuldades de jogar contra um adversário pouco conhecido, o time comportamento inteiramente oposto ao da opaca apresentação contra o Manaus, pela Copa Verde.

Ao contrário daquela partida, o Remo foi ontem sempre atento à marcação, evitou erros na defesa e caprichou no ataque. As chances nem foram tantas, mas ocorreram em quantidade suficiente para construir a vitória. Os gols foram marcados no final de cada tempo.

A partir dos relatos de Valmir Rodrigues e Saulo Zaire na vibrante transmissão da Rádio Clube, o Remo esteve bem mais cioso de suas responsabilidades e visivelmente a fim de mostrar serviço, sem incorrer nos apagões vistos recentemente.

O gol de Isac foi típico de centroavante acostumado a brigar pela bola dentro da área. O segundo, de Felipe Marques, teve 50% de participação de Levy em jogada inspirada pelo lado direito do ataque.

Uma vitória que vale, por baixo, quase R$ 2 milhões: a bonificação de R$ 600 mil + R$ 1,5 milhão previstos no jogo do dia 20 de fevereiro contra o Inter-RS, em Belém. Excelente negócio.

 

 

Ordem alfabética da Série C derruba crônica esportiva

 

Em tempos de fake news, a imprensa esportiva também erra, mesmo quando está no afã de acertar. Ontem à tarde, ao noticiar que a listagem dos clubes da Série C dividia-os em grupos não regionalizados, surgiu logo a teoria conspiratória de uma ação política pernambucana nos bastidores.

Por essa tese, a influente federação mauriciana estaria mexendo os pauzinhos para deixar Santa Cruz e Náutico em chaves diferentes, a fim de supostamente facilitar o acesso de ambos.

Tão rocambolesca interpretação seria derrubada duas horas depois quando a própria CBF se manifestou explicando que a publicação dos nomes dos 20 clubes seguiu o critério de ordem alfabética, não significando uma mudança no modelo de divisão das chaves.

Com um pouco menos de açodamento e uma dose a mais de cuidado na leitura do documento, o pecadilho teria sido evitado. Nada tão grave, mas bem ilustrativo dessa era de lendas urbanas e factoides planetários a que todos estamos sujeitos.

 

Daquelas coisas que (quase) só ocorrem ao Botafogo

 

Há coisas que teimam em ocorrer ao Botafogo. Eis que o time da Estrela Solitária une-se ao rol de grandes agremiações vítimas de zebras monumentais na Copa do Brasil. Abriu o placar, achou que tudo estava sob controle e, quando deu pela coisa, já tinha levado dois gols bobos de cabeça. 

Um papelão, sem dúvida, mas ainda abaixo do recordista Vasco, que já sofreu três tropeções terríveis no torneio: em 1992, perdeu para o CSA; em 2004 para o XV de Campo Bom e, em 2005, sucumbiu ao Baraúnas.



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