GERSON NOGUEIRA

Leia a coluna de Gerson Nogueira: Um candidato a ídolo

POSTADO EM: Sexta-Feira, 12/01/2018, 08:51:04
ATUALIZADO EM: 12/01/2018, 08:51:04

Mesmo diante da legião de atacantes contratados pelo Papão para a temporada, surgiu nos últimos dias um improvável candidato a ídolo: o zagueiro Diego Ivo (foto). A surpresa fica por conta da posição que ocupa. Raramente, defensores viram astros no futebol brasileiro e, em particular, no Pará.

Na festa de apresentação do elenco bicolor para 2018, realizada no sábado pela manhã, na Curuzu, os aplausos mais entusiasmados da torcida dirigiram-se a Diego Ivo, saudado de pé pela plateia presente ao estádio.

Para quem acompanhou o Papão no Brasileiro, a recepção do torcedor é plenamente justificada. Diego Ivo, que chegou com a competição em andamento (estreou em agosto) fez gols decisivos e com todos aqueles ingredientes que sempre encantam as torcidas.

Foram somente dois gols, mas marcados em jogos duríssimos, quase já no final. Aí, no meio daquela multidão de jogadores espalhados na área, surgiu o zagueiro para testar para as redes inimigas. Gols que ficam cravados na memória do torcedor.

Além disso, participou com afinco e regularidade do esforço para evitar o rebaixamento, tendo ainda presença destacada como falso atacante – como no jogo com o Internacional, no Beira-Rio, quando tocou de cabeça para a finalização de Bergson.

Por tudo isso, é justo o reconhecimento caloroso que teve no evento de sábado. Curiosamente, o zagueiro quase não veio defender o Papão. Ele foi a segunda opção no momento em que o Papão corria atrás de um zagueiro para substituir Gilvan, que havia se transferido para o Atlético-GO. O preferido era Fábio Ferreira (ex-Botafogo), que estava na Ponte Preta e recusou o convite.

Aos 28 anos, o baiano Diego Ivo estava no Moreirense de Portugal e chegou sem maior alarde, como ocorre com a maioria das apostas que frutificam. Aos poucos, porém, foi entrando no time e acabou estabilizando uma parceria com Perema.

É provável que ao longo da temporada o trono de ídolo seja ocupado por um atacante ou meia-armador, afinal essas posições são normalmente mais propícias a ter jogadores que enchem os olhos da torcida, pelos gols e jogadas de efeito.

De qualquer maneira, Diego Ivo já entra em vantagem, pois tem a confiança da Fiel. A raça, a disposição (chegou a jogar no sacrifício algumas partidas) e a forte presença em campo são suas virtudes. Quem quiser superá-lo no coração da galera terá que, inevitavelmente, fazer muito mais do que ele.

A surpreendente Desportiva avança à terceira fase da Copinha

A Desportiva superou as desconfianças e passou pelo Marília, ontem, marcando 4 a 3 na série de penalidades, depois de empatar no tempo normal por 2 a 2. Com bom controle do meio-campo e velocidade nas ações ofensivas, o time paraense resistia bem à pressão meio atrapalhada do MAC no estádio Abreuzão, mas cometeu duas bobeadas e sofreu gols que pareciam representar a eliminação.

Sem se abater, o time foi à frente e chegou ao empate com gols de gente grande, principalmente o segundo, um chute forte de primeira da entrada da área. Nos penais, com os nervos no lugar, conseguiu levar a melhor. Na próxima rodada, já na terceira fase, a Desportiva encara a Penapolense, com chances de seguir na competição.

Camisa especial presta tributo que o Fab Four nunca teve

O Liverpool lançou ontem uma camisa especial, homenageando os Beatles. Toda branco, o uniforme traz na parte inferior a mítica imagem dos quatro cabeludos atravessando a rua em Abbey Road – título do álbum de 1969.

A repercussão foi imediata. Era previsível o efeito causado sobre os fãs de futebol que também gostam da história do rock e são apaixonados pelo Fab Four. Poucas vezes o futebol conseguiu tabelar tão bem com o rock’n’roll.

Aliás, é até surpreendente que o Liverpool nunca tenha tido a ideia de fazer esse tributo. É o tipo da ideia que estava quicando na área à espera de um chute, como dizem os criativos do mundo publicitário. 

Quis o destino (e talvez São Roque) que a camisa fosse desenhada com extremo bom gosto, sem presepadas no design e fiel ao sentido da homenagem.
O curioso é que, segundo a história do quarteto, nenhum dos quatro músicos torcia pelo Liverpool. Paul McCartney é declarado torcedor do Everton, arquirrival dos Reds na velha cidade portuária. Ringo Starr sempre foi fã, meio desleixado, do Arsenal.

John Lennon e George Harrison jogaram futebol na escola, mas nunca deram muita bola para os clubes da cidade, aparecendo apenas em eventos especiais, como a Copa do Mundo disputada na Inglaterra, em 1966.

Há alguns anos, o Liverpool do Uruguai fez o que o original britânico nunca havia pensado. Convidou Paul para ser sócio e o ex-beatle topou de imediato. Foi em 2012. A diretoria do clube do bairro de Belvedere, localizado ao sul da capital uruguaia, aproveitou a passagem de Macca por Montevidéu e a coincidência de ter o nome da cidade-mãe dos Beatles para fazer dele um legítimo hincha negriazul.

O clube, através de um aficionado que trabalhava na organização da turnê, mandou convite oficial a Paul e este aceitou ser sócio do Liverpool uruguaio. Ganhou a camisa do time com seu nome gravado, um livro narrando as histórias do clube e até a carteirinha vitalícia de associado.

Em tempo: a previsão é de que a camisa especial do Liverpool venda milhões de unidades nos próximos dias. Com a Beatlemania não se brinca.

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