OPINIÃO

Com drone, com tudo

POSTADO EM: Quarta-Feira, 22/11/2017, 07:28:06
ATUALIZADO EM: 22/11/2017, 10:18:59

Um brilhante trabalho de apuração da repórter Gabriela Moreira, da ESPN Brasil, desnudou o sofisticado esquema de espionagem montado pelo Grêmio para xeretar treinos secretos de adversários brasileiros e sul-americanos na Série A e na Copa Libertadores.

A matéria foi ao ar anteontem, despertando a ira da cartolagem gremista, que veio com a velha cantilena de que a divulgação de um assunto dessa natureza prejudica o clube às vésperas da final do torneio sul-americano.

É como se o jornalismo esportivo tivesse que manter um compadrio permanente com os clubes e desprezasse sua principal função, que é a de bem informar e denunciar eventuais mazelas.

Vale dizer que a desculpa esfarrapada, beirando ridiculamente a tal patriotada tão ao gosto de alguns, não é exclusividade gremista. É mal que se alastra pelo Brasil, inclusive aqui no Pará, onde já se viu dirigente despreparado botar culpa na imprensa por malfeitos de sua gestão e ainda tentar influenciar o torcedor mais ingênuo, falando em perseguição contra o clube.

Fez muitíssimo bem a ESPN em noticiar o fato jornalístico, que configura uma prática mais ou menos disseminada entre os clubes, variando apenas quanto ao arsenal tecnológico empregado.

Houve caso, em Belém, de espionagem envolvendo auxiliares técnicos dos dois maiores rivais. Nada de significativo resultou da bisbilhotice envolvendo a dupla Re-Pa, seja por incompetência dos espiões, seja pela absoluta ausência de novidade nos tais treinos secretos.

Quanto ao Grêmio, mais do que se enfurecer com o trabalho jornalístico da ESPN, que levou cerca de seis meses investigando, deveria é avaliar se tais práticas têm de fato algum resultado efetivo na busca por vitórias.

Renato Gaúcho, com o conhecido estilo fanfarrão-cafajeste, soltou logo uma frase lapidar, dizendo que o mundo é dos mais espertos. A atitude não surpreende, pois levar vantagem em tudo é uma espécie de apostolado no Brasil, da política ao carteado, do concurso de miss aos torneios de pelada.

O estratagema acabou desvendado e o espião atrapalhado foi preso, levado a uma delegacia de polícia e passou maus pedaços em Buenos Aires após ser flagrado manejando um drone para vigiar o treino do Lanús. O mesmo cidadão já havia sido visto espionando treinos de Flamengo e Botafogo antes de confrontos recentes com o Grêmio.

 Papão tem projeto aprovado para Museu do Futebol

Na condição de patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará (por meio da Lei 8.358, de maio de 2016), o Papão obteve aprovação para  construir o Museu do Futebol – Paysandu Sport Club, com verba aprovada no valor de R$ 11.096.224,97 por intermédio da Lei Rouanet.

O projeto e o trabalho de obtenção dos recursos foram conduzidos pelo vice-presidente Ricardo Gluck Paul, reconhecidamente um apaixonado pela preservação da história do clube, tendo sido um dos responsáveis pela realização do filme oficial do Papão.

Resumidamente, conforme o texto de apresentação, o projeto do Museu do Futebol bicolor representa “uma proposta afirmativa do valor histórico, cultural e social” da instituição com a cidade de Belém, constituindo-se em emissário da história e das memórias culturais da capital paraense.

Ricardo está confiante na captação dos recursos.

Sem dúvida, um golaço – para o clube e para a cidade.

Leão vive, enfim, um dia de boas notícias

Os bastidores azulinos fervilham com a história de que o governo deverá liberar verba de R$ 1 milhão para garantir a reconstrução do estádio Evandro Almeida. A notícia vem se somar à assinatura do termo de doação do novo gramado pelo empresário Silvino Caliman, ontem pela manhã. Conforme vinha sendo anunciado, Caliman doou 9 mil metros quadrados de grama esmeralda, a mesma do Allianz Park, do Palmeiras.

Como no Remo sempre há algum enrosco, a reconstrução da estrutura do Baenão pode vir a esbarrar num conflito ético relacionado com a instalação elétrica. O curto-circuito é iminente. A conferir.

 Blogueiro relata pontos obscuros da venda de Roni

 

Detalhes até então desconhecidos da transação envolvendo Roni, do Remo, com o Cruzeiro vieram à tona em matéria postada ontem no Blog do Paulinho. Conforme apuração do blogueiro, surgem no texto comentários sobre o valor total do negócio, supostamente de R$ 700 mil, cabendo aos azulinos apenas a quantia de R$ 400 mil.

Pior que a negociata, que envolve empresários arrendatários do futebol profissional do clube mineiro, é a constatação de que ainda há muita coisa obscura do lado remista.

O próprio valor oficialmente divulgado até hoje não chegou aos cofres remistas, confirmando a antiga suspeita de que a transação favoreceu mais aos empresários e negociadores do que ao clube formador do atleta. 



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