GERSON NOGUEIRA

Leia a coluna do Gerson Nogueira desta terça-feira

POSTADO EM: Terça-Feira, 21/11/2017, 08:09:34
ATUALIZADO EM: 21/11/2017, 08:09:34

Muro das lamentações

Às terças-feiras, a coluna normalmente abre espaço para o pitaco dos 27 baluartes, contando com o reforço dos comentaristas do blog. Os temas principais são a eliminação da Tuna na Segundinha de acesso ao Parazão e a goleada que marcou a despedida do Papão da Fiel torcida.

Thiago Corrêa lamenta pelo novo insucesso cruzmaltino e aponta responsabilidades. “Creio que a principal responsável pelos insucessos seguidos é a própria Lusa, que se apequenou diante das dificuldades do futebol moderno. Isso não é exclusividade, Remo age dessa maneira também. Mas sinto falta da Cruz de Malta arranjar um comandante mais garimpador. Sinomar não tem esse perfil, de iniciar trabalho, montar elenco, ensinar o fundamento…”.

Sem querer menosprezar o profissional, Thiago avalia que Sinomar “fornece resultados razoáveis em situações mais imediatistas. Inclusive, foi assim que despontou no Paysandu. Saia técnico, ele entrava de tampão e o time voltava a ganhar. Foi assim no título paraense pelo Cametá, onde ele foi campeão treinando a equipe por dois jogos. Pra planejamento e montagem de elenco, penso que existam opções melhores”.

Para finalizar, ele menciona a passagem de Lucena pelo Souza, destacando a equipe que ele montou, contando com André Luis, Cassiá, Ivan, Marçal.

“Há alguns times mitológicos dos menores. A Tuna do Lucena. O Ananindeua, que já teve numa mesma temporada Bruno Rangel, Flamel, Ricardo Capanema, Joãozinho e seu primo Kanu (que virou Edgar, posteriormente; sim, esse que foi do Remo). E o São Raimundo, do Waltinho, que fez estragos com Hélcio, João Pedro, Branco. Saudades da época que os clubes menores revelavam bons valores”.

Já o repórter fotográfico Cezar Magalhães, tunante de quatro costados, não poupa ninguém e faz planos de pegar em armas pela Lusa. “Má administração, má gestão, falta de planejamento, enfim, sou impulsionado a retornar às minhas origens e tentar salvar a minha Cruz de Malta. Não vejo outra saída, tenho que assumir o futebol tunante, para, quem sabe, reerguer o nome, que, a muito, orgulhou nos corações em gramados brasileiros. Quem sabe, reabrir a fábrica, que tantos jogadores formou e exportou. Para quem sabe, expurgar das dependências cruzmaltinas pessoas que não têm vínculo nenhum com a Tuna, aventureiros ávidos por fama, às custas das nossas tradições. Aqui, vou plagiar o ‘Exterminador do Futuro’: ‘I’ll be back’ (eu voltarei!)”. 

Quanto ao Papão, o Roselino Almeida critica a excessiva fissura de Bergson em alcançar a artilharia. “Futebol é esporte coletivo, o que se viu no jogo com o Santa Cruz foi uma obsessão do Bergson em se aproveitar do combalido adversário para se tornar artilheiro e ser mais valorizado. Isso fez com que inúmeras chances fossem desperdiçadas, que só não prejudicou o time em função da fraqueza do adversário”.

Miguel Silva analisa a dificuldade do Papão em manter Bergson para a próxima temporada. “Eis aí um exemplo do desnível financeiro entre nossos clubes e alguns outros da Série A ou mesmo da Série B, provavelmente os que almejam ter o artilheiro em suas fileiras na próxima temporada. Acompanho nossas discussões domésticas, enviesadas por paixão, rivalidade e pela distância a que estamos do centro decisório e financeiro do futebol e confesso que me divirto. O futebol brasileiro à medida que foi decaindo tecnicamente foi se tornando um esporte caro, envolvendo milhares e milhões de reais”.

Acrescenta que “o futebol paraense – especialmente seus grandes clubes Remo e Paysandu – precisa se modernizar, estar sintonizado com a nova forma de fazer futebol, pois parou no tempo. Esse é o grande desafio”.

Já Osvaldo Costa questiona os arrebatados elogios dirigidos a Marcelo Chamusca, que subiu com o Ceará para a Série A: “Queria ver esse entregador de coletes subir com Sobralense, William Simões, Daniel Amorim, Jean e outros pernas-de-pau que ele indicou para o Paysandu”.

Árbitro se omite e tribunal prefere silenciar

Nenhuma notícia, por enquanto, a respeito de punições para os jogadores do Flamengo que trocaram tapas, socos e até cotocos, domingo, no jogo contra o Corinthians. O STJD, sempre tão afeito à mídia, deveria agir, visto que o árbitro se omitiu vergonhosamente, talvez por receio de aplicar as regras oficiais em partida que envolvia os dois clubes politicamente mais poderosos do país.

Aliás, além de gancho para Rodrigo e Vizeu, caberia punição rigorosa também ao juiz relapso.

Vale lembrar que, por situação até menos ostensiva, dois jogadores do Papão foram expulsos contra o Vasco, pela Série A de 2003, no Mangueirão. Os zagueiros Rodrigo e André Dias brigaram logo no começo da partida e foram excluídos. Com dois a mais em campo, o Vasco venceu com gols de Valdir e Anderson. Sandro Goiano descontou cobrando pênalti.

Festa tradicional botafoguense acontece neste sábado

Com muito samba, feijoada, sorteio de produtos oficiais do Botafogo e a presença confirmada de Carlos Roberto, um dos símbolos da SeleFogo de 67-68, formando dupla com Gerson, acontece no próximo sábado (25), a partir do meio-dia, o IV Encontro Botafoguense de Belém, celebrando a temporada 2017 do Glorioso. A festa será realizada no salão do Clube Albatroz, no centro da Vila Naval, no conjunto Marex.

Carlos Roberto fará palestra sobre sua carreira no Botafogo, que inclui o título estadual de 2006 como técnico do time profissional.

As camisetas (que valem como ingresso) são limitadas e podem ser adquiridas na avenida Senador Lemos, 1119, entre Manoel Evaristo e José Pio, com Lucas (fones 3349-6967 e 98154-4592).



COMENTÁRIOS mode_comment