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(Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)

Luverdense: um legítimo campeão

Quarta-Feira, 17/05/2017, 07:54:40 - Atualizado em 17/05/2017, 07:54:40

O Luverdense veio, viu e venceu. Na verdade, só empatou, mas foi suficiente para conquistar a Copa Verde dentro do Mangueirão, pois levou a melhor no placar agregado (4 a 2). Título merecido e inquestionável pelo desempenho superior nos 180 minutos da decisão.

O LEC foi absoluto no jogo de ida, quando estabeleceu a vantagem, e equilibrou a partida de ontem, mesmo tendo levado um tremendo susto logo aos 3 minutos. Em chute seco da entrada da área, aparando de primeira um rebote da defesa, Leandro Carvalho justificou plenamente a escalação mesmo sem estar na melhor forma física.

Um golaço que desestruturou o Luverdense e abriu a perspectiva de uma noite festiva para a nação alviceleste. Nos minutos seguintes, o Papão manteve o embalo inicial. Adiantou a marcação, com Wesley e Rodrigo Andrade à frente, e confundiu o bloqueio adversário. Deu as cartas até os 15 minutos. A partir daí, o gás murchou e a vigilância se desfez.

Sem pressa, o Luverdense se posicionou melhor em campo. Os erros na saída de bola foram corrigidos e o jogo ficou parelho. À medida que o time mato-grossense se tranquilizava, o Papão perdia o rumo.

Boa parte desse mérito teve a ver com a iniciativa do quinteto mais experiente da equipe – Marcos Aurélio, Rafael Silva, Douglas Baggio, Ricardo e Macena –, que tomou as rédeas da reação, fazendo uso da aproximação dos setores e da troca de passes curtos em velocidade.

Do lado bicolor, peças importantes, como Diogo Oliveira e Bergson, pareciam fora de jogo e a defesa se atrapalhava com a movimentação do ataque do LEC. Nos instantes finais do primeiro tempo, a pressão mudou de lado e o perigo rondou o gol de Emerson em chutes de Macena e Ricardo da linha da grande área.

Logo aos 9’ do segundo tempo, Marcos Aurélio mandou uma bola na trave esquerda de Marcão, que havia substituído Emerson (lesionado). Eric desperdiçou o rebote, mas o Papão já evidenciava claros sinais de desarrumação em todos os setores.  

Minutos depois, Ayrton foi lançado na área por Leandro Carvalho e quase ampliou. A bola passou à frente do gol sem que ninguém surgisse para finalizar. Outra boa chance veio em falta cobrada por Ayrton, mas Wesley desviou à direita da trave.  

O LEC, sem esboçar nervosismo, ia tocando o seu projeto de jogo. Bola sempre rasteira, de pé em pé, aguardando uma brecha na marcação. Foi assim que, aos 24’, Marcos Aurélio surgiu livre na intermediária e mandou um chute rasteiro que quase surpreendeu Marcão.

Sem alternativas para retomar o controle das ações, Marcelo Chamusca trocou Bergson por Will e Simões por Sobralense, mas o time seguiu desconectado no meio-campo e inofensivo no ataque. As ligações diretas se repetiam, dando mais musculatura à estratégia do LEC, que sempre recuperava a posse de bola e partia em contragolpes agudos.

Mais lúcido e inventivo, o LEC chegou ao empate aos 33 minutos. Chute forte de Eric desviou na zaga. Fumaça não desistiu do lance e dividiu com Marcão, que se precipitou e derrubou o atacante. Rafael Silva cobrou o penal, estabeleceu a justiça no placar e garantiu a taça. Conquista merecida.

Belém assiste à quarta derrota em finais desde 1984 

Com a perda da CV pelo Papão já são quatro as grandes frustrações da torcida paraense por títulos que escaparam em finais disputadas em Belém. O Remo perdeu a Taça de Prata, em 1984, para o Uberlândia, e a Copa Norte, em 1997, para o Rio Branco-AC. Já o PSC foi derrotado na Série C 2014, pelo Macaé de Josué Teixeira, e agora, pelo Luverdense.


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