Seleção do campeonato

Terça-Feira, 09/05/2017, 07:12:47 - Atualizado em 09/05/2017, 07:12:47

Apesar do nível técnico apenas razoável e da tremenda fuga de ideia na escolha do nome fantasia do campeonato – Banparazão –, pode-se dizer que a fórmula de disputa, simples e de tiro curto, foi plenamente aprovada, constituindo-se no ponto alto do torneio encerrado anteontem com o triunfo do Papão. Destaque para alguns valores individuais, valiosos para suas equipes, ainda que em quantidade mais modesta do que em edições passadas.

Como de praxe, a coluna escala a sua seleção, adotando como critério a ênfase nos valores da terra e nas figuras mais promissoras reveladas no torneio.

No gol, André Luiz (CR) foi o mais regular, tirando o Remo de várias enrascadas ao longo das 3 fases principais do Parazão.

Léo Rosa (CR), mesmo caindo de rendimento na reta final da disputa, manteve-se acima dos demais concorrentes na ala direita. Mocajuba (Independente) é o titular da faixa esquerda da defesa. Forte na marcação e eficiente no apoio, foi um dos bons valores do Galo Elétrico.

O miolo da defesa fica com Henrique (CR) e Perema (PSC). O santareno, que saiu da suplência para brilhar na fase crucial do campeonato, já merecia a chance de mostrar qualidades num clube de massa. Henrique, que enfrentou problemas de contusão nos últimos jogos, foi sempre o ponto de referência da defensiva azulina.

Rodrigo Andrade (PSC), Tsunami (CR) e Flamel (CR) integram a meia-cancha. Rodrigo foi sempre o melhor volante à disposição de Marcelo Chamusca, que levou todo o inverno para perceber isso. Tsunami, apesar das improvisações constantes na lateral e na zaga, teve como característica mais acentuada a marcação firme à frente da zaga. Flamel, afastado por lesão da semifinal e da decisão, exibiu ao longo do campeonato a velha categoria no comando da meiúca azulina.

O tridente ofensivo fica assim composto: Leandro Carvalho (PSC), Magno (Independente) e Bergson (PSC). Um hipotético ataque com esses jogadores teria como principais características a rapidez, a habilidade e a capacidade de finalização. Todos foram importantes, mas Bergson se sobressaiu pelo papel decisivo na hora da definição do campeonato, garantindo o título no minuto final.

Tiago Mandí (Águia) e Gabriel Lima (CR) são as revelações. O técnico é Josué Teixeira, pelo mérito inegável de montar um time competitivo nas condições em que o Remo se encontrava e pelo talento para debelar focos de incêndio no Baenão. 

O campeonato não teve craque, nem no sentido mais rastaquera da palavra.


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