Em boas mãos

Segunda-Feira, 08/05/2017, 07:33:00 - Atualizado em 08/05/2017, 07:33:00

Papão e Leão fizeram uma decisão coerente com o nível geral do próprio campeonato. Emoção só nos lances capitais. Nos 90 minutos, muita transpiração e pouca criatividade. O título sorriu para o time que apresentou melhor distribuição em campo e qualidade de finalização nos pés de Bergson, o artilheiro do campeonato.

Até os 20 minutos, a partida era de um time só. O Papão foi à frente pressionando a última linha defensiva azulina, valendo-se da liberdade que Diogo Oliveira encontrava no meio e explorando as investidas de Hayner pela esquerda, com Bergson e Leandro Carvalho adiantados.

O Remo saía sempre com dificuldades, sem trabalhar a bola. Jaime, encarregado da ligação, não achava jeito de conectar o time. Em 45 minutos, Edgar recebeu dois lançamentos em ligação direta, em condições desfavoráveis contra a marcação alviceleste.

O Papão, ao contrário, era sempre mais organizado. Como no lance do primeiro gol, aos 30’. A bola saiu lá de trás e acabou nos pés do finalizador, em três toques. Depois de confusão na área bicolor, Diogo Oliveira lançou Bergson, que recebeu e bateu cruzado, abrindo o placar.

Os azulinos sentiram o impacto do gol e passaram a errar ainda mais. No final do 1º tempo, veio o lance mais polêmico do jogo, quando o árbitro Wagner Reway apontou falta inexistente sobre o goleiro Emerson, que havia saltado sobre dois atacantes do Remo. Seria o empate azulino.

Na segunda etapa, logo a 2 minutos, Alfredo teve a chance de liquidar a fatura, mas chutou mal e André Luiz evitou o gol. Para tentar dar novo gás ao time, Josué Teixeira substituiu Léo Rosa e Marquinhos por Rodrigo e Fininho. As mudanças surtiram efeito.

Fininho mandou uma bola na trave aos 12’. Três minutos depois, veio o empate. Após troca de passes na esquerda, a bola foi lançada a João Vítor no bico da área. Este cruzou para Rodrigo finalizar no segundo pau.

A empolgação pelo gol parece ter feito o Remo acreditar que dava para vencer e a partida ficou equilibrada. Marcelo Chamusca trocou Alfredo por Leandro Cearense e Carvalho por Recife. Nos 15 minutos finais, intensamente disputados, o Remo teve maior presença ofensiva.

Mas, aos 45 minutos, quando todos já estavam com a cabeça nas penalidades, a bola foi erguida por Ayrton, passou por Igor João e Cearense, chegando a Bergson, que chutou seco e rasteiro. Era o gol do título, que vai para o time que se preparou melhor, que pontuou mais e teve o artilheiro da competição.

Do lado remista, a convicção de que o grupo foi até muito longe diante de tantos atropelos internos. Acreditou e encarou a disputa com bravura, sendo golpeado por um descuido no último instante.


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